Numa festa de golos, Porto celebra mais e está a um triunfo do título

O Porto está a uma vitória do título depois de vencer o Benfica num jogo com um número inusitado de golos. Nem dragões nem águias tinham sofrido mais do que cinco golos para o campeonato esta época.

Numa festa de golos, Porto celebra mais e está a um triunfo do título

O Porto venceu o terceiro jogo da final por 9-6 e está a uma vitória de conquistar o campeonato pela 24ª vez na sua história.

Se no primeiro jogo, Xavi Maliàn conseguiu manter a sua baliza inviolada e, no segundo, foi Pedro Henriques a lograr o mesmo, desta feita os dois guarda-redes tiveram muito trabalho... a ir buscar bolas ao fundo das redes.

No presente campeonato, Porto e Benfica foram as defesas menos batidas da fase regular com 68 golos sofridos (formalmente, a Oliveirense sofreu 67, mas há que somar seis golos do que viria a ser uma vitória administrativa frente ao Óquei de Barcelos). E, para esse pecúlio contribuo o facto de nunca terem sofrido mais do que cinco golos num jogo. Desta feita, Maliàn sofreu seis e Pedro Henriques nove...

A tentar fazer valer o "factor casa" (e perante uma casa repleta), o Porto adiantou-se com apenas um minuto jogado, por Carlo Di Benedetto. Aos sete minutos e meio, o guardião encarnado ficou a pedir falta e Xavi Barroso rematou para a baliza deserta.

Uma desvantagem de dois golos parecia indiciar um desenrolar semelhante ao das primeiras duas partidas, mas não seria nada assim. Pablo Álvarez (ausente dos dois primeiros jogos) entrou e reduziu quase de pronto. Na resposta, Ezequiel Mena fez o 3-1. Era três golos em 21 segundos contados.

A partida acalmou, o Benfica fechou melhor e, a nove minutos e meio do intervalo, Gonçalo Pinto combinava em contra-ataque com Nicolia para, solto na direita, rematar para o 3-2. Era o primeiro de três golos do internacional jovem português, o mais profícuo no jogo na ausência de Lucas Ordoñez, lesionado.

A desvantagem mínima mantinha tudo em aberto e, apesar de voltar a entrar mal no reatamento, com Mena a aproveitar uma clamorosa descoordenação defensiva dos encarnados para fazer o 4-2, o Benfica viraria o resultado.

Pedro Henriques defenderia uma grande penalidade de Gonçalo Alves aos dois minutos e meio e deu o mote para a reviravolta. Gonçalo Pinto surpreendeu Maliàn de meia distância, "Pablito" rematou colocado e, aos oito minutos, Pinto selava o seu hat-trick ao responder de primeira a uma boa assistência de Manrubia.

O Benfica estava pela primeira vez em vantagem e o Porto já contava nove faltas, mas contou com muita permissividade dos encarnados para nova "cambalhota" no marcador e consolidar a vantagem.

A vantagem das águias durou apenas um minuto, com o capitão Reinaldo Garcia a igualar. Quatro minutos depois, Xavi Barroso teve caminho aberto para a baliza de Pedro Henriques e não enjeitou mais uma oportunidade de usar a sua meia distância. Pouco depois, Telmo Pinto fazia o 7-5 e, a sete minutos do final, Reinaldo ampliava para 8-5 com Nuno Resende a desesperar no banco. Dificilmente a vitória fugiria à equipa de Ricardo Ares.

O Benfica ainda lograria reduzir a cinco minutos do fim, quando caiu a 10ª falta do Porto, marcando Carlos Nicolia na recarga ao livre directo. No seguimento, no momento de maior burburinho do jogo, o atacante argentino levou um "encontrão" desnecessário de Telmo Pinto a que se estranhou a ausência de consequência disciplinar, mas Pedro Silva e Ricardo Leão tentaram gerir o jogo sem cartões.

O único azul mostrado seria a Pablo Álvarez, a dois minutos do final, "matando" definitivamente o jogo. Chamado ao livre directo, Carlo Di Benedetto não falhou e assinou o 9-6 final.

Joaquim Pinto e Miguel Guilherme no (primeiro?) jogo para o título

Com a vitória neste jogo 2, o Porto fica a um triunfo do título, que se pode concretizar já este sábado, no quarto jogo, na Luz.

Para arbitrar esse primeiro "championship game", foram escolhidos o portuense Joaquim Pinto e lisboeta Miguel Guilherme, que repetem chamadas a esta final. Miguel esteve no primeiro jogo e Joaquim no segundo.

Esta será a primeira vez que os dois árbitros apitam em dupla esta época, sendo que Joaquim Pinto arbitrou, antes desta final, quatro jogos do Benfica e quatro do Porto, ao passo que Miguel Guilherme estivera em cinco partidas dos dragões e duas das águias.

Final

Porto 5-0 Benfica • 16.Jun • 1-0

Benfica 3-0 Porto • 19.Jun • 1-1

Porto 9-6 Benfica • 22.Jun • 2-1

• Benfica vs. Porto • 25.Jun • 15h • Joaquim Pinto e Miguel Guilherme

• Porto vs. Benfica • 29.Jun • 20h se necessário

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