Machial 'ganha' recurso, mas perde temporada

O pesado castigo de 12 jogos a Daniel Machial foi reduzido para seis, ficando apenas um por cumprir. No entanto, quando o regresso do guardião do Murches parecia próximo, uma fractura no braço hipoteca a temporada.

Machial 'ganha' recurso, mas perde temporada

O regresso de Daniel Machial às pistas estaria para mais breve do que um pesado castigo impunha, mas o infortúnio bateu à porta do guarda-redes do Murches nesta pausa mundialista e uma fractura no braço deverá impedi-lo de dar o seu contributo esta época.

A alegria do recurso "ganho"...

A 4 de Junho, no primeiro jogo da decisão de campeão da II Divisão, uma confusão entre os jogadores do Famalicense e do Murches redundou na expulsão de João Paulo Candeias e o preparador físico Carlos Vilaça (Famalicense) e Tomás Cardoso e Daniel Machial (Murches). Vilaça foi suspenso, Candeias e Cardoso castigados com, respectivamente três e dois jogos, falhando a segunda e decisiva partida.

Já Daniel Machial, com processo aberto, iria a jogo, mas a posterior resolução chocaria: o Conselho de Disciplina (CD) aplicou 12 jogos de suspensão.

Apesar desse ser o mínimo previsto num caso de agressão, a sua aplicação é rara. Recorde-se que, na mesma reunião de 6 de Junho em que o CD instaurou o processo a Machial, cinco jogadores de um mediaticamente triste dérbi entre Benfica e Sporting não levaram mais do que três partidas. Inclusivamente, um inadmissível erro poderá levar a que os quatro que não viram vermelho não sofram qualquer punição.

Machial e o Murches recorreram. Em primeira instância, o CD, ouvindo testemunhos do Famalicense, confirmou o castigo. Em segunda instância, o Conselho de Justiça pediu mais auscultações e os testemunhos da equipa do concelho de Cascais levantaram dúvida razoável e aceitaram, "in dubio pro reu" (em caso de dúvida, para o réu), o reconhecimento de Machial de "um murro na omoplata" em vez da mais gravosa "stickada" na cabeça que estava em causa.

Na decisão, pesou também um (outro) possível erro de julgamento dos árbitros Manuel Fernandes e Porfírio Fernandes, que tinham identificado João Paulo Candeias como autor de uma agressão, sendo depois provado - e o castigo retirado, ainda que já com um jogo perdido - que o jogador nem sequer se encontrava no local.

... e a tristeza da época perdida

A pena de seis jogos para "um murro na omoplata" continua a ser claramente desmedida dada outras decisões, como o castigo de dois jogos a Henrique Magalhães no já referido dérbi de Lisboa, mas o regresso de Daniel Machial já ficaria bem próximo. O guarda-redes cumpriu já cinco jogos, os cinco disputados pelo Murches neste ano de estreia na categoria máxima, estando o derradeiro previsto para 26 de Novembro, quando o Murches recebe o Riba d'Ave.

A estreia poderia assim acontecer a 1 de Dezembro, na deslocação da equipa orientada por Hugo Lourenço a Tomar, mas a sorte parece não querer nada com Daniel Machial.

Uma fractura muito grave no braço esquerdo hipoteca desde já esta época do guardião e a paragem forçada poderá mesmo chegar a um ano, restando a "Dani", que completa 24 anos no início de Novembro, trabalhar assim que seja possível para regressar mais forte para vencer todas as contrariedades que teimam em surgir no seu caminho.

Para já, a baliza do Murches está entregue a Rodrigo Vieira, guarda-redes de 19 anos que chegou do Benfica, onde, na pretérita temporada, foi - por regra - suplente de Pedro Henriques.

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