Vantagem merecida, perdida, e 'salva' nos livres directos

Espanha e Portugal empataram a três no 'jogo grande' do grupo A. Os portugueses ficam em vantagem ao vencerem a série final de livres directos, depois de um jogo que teve uma parte para cada equipa.

Vantagem merecida, perdida, e 'salva' nos livres directos
Foto de capa: Miguel Cassini / Hockey Apasionado

Portugal ganhou uma preciosa vantagem sobre a Espanha na fase de grupos, pese ter desperdiçado uma vantagem de três golos. Depois de uma igualdade, os portugueses "triunfaram" nos livres directos.

Certamente desde já decisivo na discussão do 1º lugar no grupo A, o Clássico mundial entre Espanha e Portugal não mostrou equipas cautelosas, mas antes a procurar o golo desde cedo, com alta intensidade.

Foi mais eficaz nos minutos iniciais Portugal, inaugurando o marcador aos quatro minutos, com o ainda Sub-17 Viti a deixar de costas para Tiago Sanches marcar. E, menos de um minuto depois, o "benjamim" da equipa roubava ainda na sua meia-pista, e arrancava para elevar para 0-2.

Faltavam mais golos a uma partida emotiva. Os guarda-redes "Kiko" Fernandes e Nil Viña levavam a melhor frente a Seba Moncusi e Tiago Sanches em duelos de livre directo e seguravam o resultado. Portugal dispunha de um powerplay, mas não aproveitou, sendo que o passar dos minutos, com a selecção de Vasco Vaz mais disponível fisicamente, foi quebrando o espírito de "La Roja" de Sergi Macià.

A quatro minutos do intervalo, Pernas adivinhava a desmarcação de Filipe Martins - como aconteceu tantas vezes quando jogavam juntos no Paço de Arcos - e Portugal chegou a uma vantagem de três golos - que até podiam ser mais... - que guardou até ao descanso.

Na segunda parte, a Espanha reagiu, puxando dos galões de campeã do Mundo. Bruno Saavedra reduziu logo aos dois minutos e meio e, com Viti a não aproveitar a 10ª falta contrária, Eloi Cervera fazia o 2-3 aos sete minutos.

O jogo estava aberto, com a selecção das quinas a perder boas oportunidades em erros defensivos (pouco habituais) dos espanhóis, e, ao contrário do que aconteceu na primeira metade de jogo, os de Macià cresciam animicamente com o avançar do tempo de jogo. A oito minutos do final, Bruno Saavedra fazia o 3-3.

Entre Espanha e Portugal, são quatro títulos mundiais para cada lado. E ainda não foi desta que haveria tira-teimas.

No desempate por livres directos, que servirá para definir quem fica à frente em caso de igualdade pontual, Bruno Saavedra, Filipe Martins e Seba Moncusi não conseguiram marcar. Tiago Sanches marcou e a falha de Joan Ruano dava desde logo o "triunfo" a Portugal, mas Viti ainda foi chamado... e marcou.

André Torres entra a ganhar

No outro jogo deste grupo A, em dia em que a Inglaterra folgou, a Colômbia estreou-se na competição com uma vitória por 2-14 sobre os Estados Unidos. Na equipa orientada pelo português André Torres, todos marcaram, destacando-se a "mão cheia" de Óscar Pataquiva. O capitão norte-americano Genaro Comeglio assinou os dois tentos da sua equipa, os primeiros neste Mundial.

Esta terça-feira, Portugal defronta a Inglaterra - num duelo de seleccionadores lusos entre Vasco Vaz e José Carlos Amaral - a partir das 16h locais, 19h em Portugal continental.

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