Espanha leva a melhor no ingrato jogo pelo bronze

No jogo que os candidatos não querem jogar, a Espanha levou a melhor no prolongamento sobre Portugal. As duas selecções ibéricas não escaparam à sua pior classificação de sempre em Mundiais.

Espanha leva a melhor no ingrato jogo pelo bronze

Espanha e Portugal, nas sete edições em que ambos participaram no Mundial de Sub-19, decidiram o título em seis ocasiões, consecutivas entre 2007 e 2017. Este sábado, em San Juan, "lutaram" pelo bronze.

Era o jogo que nenhuma delas queria jogar e, durante largos minutos, tal reflectia-se em pista. Portugal adiantou-se aos oito minutos, num livre directo de Tiago Sanches, mas a Espanha, em crescendo, chegaria ao empate a sete minutos do intervalo, num lance em que o guarda-redes Guilherme Duro fez o possível para adiar o golo perante a apatia dos companheiros.

Após o reatamento, a Espanha continuou melhor, apesar de uma partida fisicamente mais desgastante na véspera. Portugal jogava com pouca intensidade, falhava muitos passes, faltava discernimento. Aos seis minutos e meio, Biel Autet fazia o 2-1.

O galego Bruno Saavedra foi um dos destaques da Espanha neste Mundial e bisou nesta derradeira partida.
O galego Bruno Saavedra foi um dos destaques da Espanha neste Mundial e bisou nesta derradeira partida.

O golo mexeu com o orgulho luso. Viti, o mais novo dos portugueses, respondeu quase de pronto com o 2-2, num forte remate cruzado. E, a nove minutos do final, bisava para a reviravolta.

A selecção de Sergi Macià tinha de ir atrás do resultado e consegui-lo-ia com pouco mais de cinco minutos para jogar, num desvio a meia altura de Sebastiá Moncusi muito contestado pelos portugueses. Vasco Vaz pediu desconto de tempo e, logo na reposição, o desvio era de Miguel Henriques para o 3-4.

Os ventos de um Aldo Cantoni que ia enchendo para a final pareciam estar a favor de Portugal, mas o 4-4, novamente por Moncusi, levou o jogo para o prolongamento.

Do
Do "alto" dos seus 16 anos, Viti procurou agitar o jogo - e a moral - portuguesa. O bis não foi suficiente.

Era o segundo tempo extra que a Espanha jogaria em dois dias, e desta vez levaria a melhor. Com pouco tempo jogado, Bruno Saavedra fez o 5-4 e, perto do intervalo, Guilherme Duro falhou a antecipação e Jan Curtiellas ampliou para 6-4. O guardião luso reconheceu de imediato erro, mas seria a excepção numa exibição bem conseguida do turquelense, a evitar muitas vezes o golo contrário.

A segunda parte do prolongamento começou praticamente com azul a Miguel Henriques. Teve a infelicidade de ser a gota de água a transbordar o copo num tempo extra com muitos lances duros e a reacção lusa ficava condicionada. Sobrevivendo à inferioridade numérica de dois minutos, Portugal reduziria por Diogo Pernas, mas, quase de pronto, Bruno Saavedra repunha a diferença de dois golos, num 7-5 que resistiria até final.

O bronze era entregue à Espanha, na primeira vez em nove participações em que falhou a final. Também na sua nona participação, Portugal - campeão em 2003, 2013, 2015 e 2017 - ficou pela primeira vez sem medalha.

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