Hora de Champions

Arranca esta quinta-feira a fase de grupos da Champions League, com sete equipas portuguesas na corrida ao mais importante troféu do Mundo. O Porto inicia a defesa do título frente ao anterior campeão e há duelo luso entre Oliveirense e Valongo.

Hora de Champions

Arranca esta quinta-feira a fase de grupos da Champions League. Depois de duas rondas de qualificação, agora é a sério, já com todas as principais equipas da Europa atrás do mais importante troféu da modalidade.

Equipas portuguesas, são sete. A Benfica, Sporting e Óquei de Barcelos, apurados directamente, juntaram-se o Porto, Oliveirense e Valongo, da segunda fase de qualificação, e o Tomar, que teve a provação das duas "eliminatórias".

Apesar de uma distribuição por quatro grupos em que apenas o Óquei de Barcelos não tem companhia portuguesa, haverá apenas um duelo luso nesta 1ª jornada: entre Oliveirense e Valongo, e quatro dias depois de um encontro emotivo para o campeonato.

Grupo A

No grupo A, o Óquei de Barcelos, campeão europeu em 1991, começa a sua caminha em casa, com a recepção ao Forte, a mais forte - passe a redundância - equipa italiana da actualidade. Agora orientado por Alessandro Bertolucci, o Forte soma oito vitórias em outros tantos jogos na Serie A1.

No outro jogo do grupo, o campeoníssimo Barcelona, de longínquos 22 títulos, recebe o rival Liceo, que soma seis conquistas máximas europeias. As equipas voltam a defrontar-se cinco dias depois de uma categórica vitória por 6-0 dos blaugrana para a OK Liga, que vai valendo à equipa de João Rodrigues a liderança com 24 pontos, fruto de oito vitórias e um empate.

O Liceo, com Juan Copa obrigado a nova reestruturação, agora com Tiago Rodrigues e Tomás Pereira no elenco, está a 10 pontos com apenas nove jornadas cumpridas.

• Barcelona vs. Liceo • 30.Nov, 20h

• Óquei de Barcelos vs. Forte • 30.Nov, 21h

Grupo B

O grupo B arranca com dois duelos luso-catalães, a reeditarem duelos da última edição da prova.

O Benfica, na ressaca de uma derrota para o Campeonato Placard, recebe o Calafell de Sergi Miras (ex-Sporting e Porto), Jepi Selva (ex-Oliveirense) e Arnau Xaus (ex-Juventude de Viana), depois de na temporada passada os encarnados terem vencido na Luz por 5-3 e empatado na Catalunha a dois.

Também houve empate a dois entre Reus e Sporting nos países catalães, em jogo que agora é reeditado. Os "roig-i-negre", de Sergi Aragonès (ex-Benfica) e agora com Raul Marin (ex-Sporting) como adjunto,

Na última temporada, quer Benfica, quer Sporting seguiram para a Final Eight, ficando Calafell e Reus pela fase de grupos. No entanto, os "reusences", que venceram no João Rocha por 5-7, acabariam por cair, de forma algo ingrata, depois de um "conveniente" empate entre os leões e o Óquei de Barcelos que apurou as duas equipas.

O Calafell, estreante neste principal palco europeu na época passada, é o único do grupo que não tem o troféu no seu museu. O Benfica venceu duas vezes, o Sporting três e o Reus oito, sendo o segundo clube mais titulado na prova.

• Benfica vs. Calafell • 30.Nov, 18h30

• Reus vs. Sporting • 30.Nov, 21h

Grupo C

No grupo C, encontram-se os dois vencedores das últimas duas edições. E, logo na jornada inaugural, o Porto, campeão em 2023, recebe o Trissino, campeão de 2022.

Curiosamente, o sorteio ditou a reedição do primeiro jogo da caminhada para o seu terceiro título, naquilo que fora uma espécie de passagem de testemunho. Mas a equipa de Ricardo Ares ergueria o título sem vencer o anterior campeão. Empatou, no tal primeiro jogo, a três, no Dragão Arena, com algumas baixas por castigo. E, já com a "artilharia" toda, perdeu em Itália por 6-2.

"É um grupo forte, com Tomar, Trissino e Lleida", analisou o técnico campeão ao HóqueiPT, num modelo que valorizará mais a discussão pelo primeiro lugar. "É uma situação um bocado diferente da época anterior, porque, depois desta fase, há uns quartos-de-final, a duas mãos, e o 1º lugar é muito, muito importante. Na Liga dos Campeões anterior, houve uma Final Eight, ficar em 1º ou 2º definia o rival, mas era um jogo em campo neutro. Nesta edição, quem ficar em 1º, tem a segunda mão em casa, portanto, desde o primeiro jogo, é fundamental ganhar os três pontos, sobretudo em casa. Vamos passo a passo, com humildade", apontou.

O Trissino, mesmo tendo perdido Joan Galbas, Fran Ipiñazar e o treinador Alex Bertolucci para o Forte, segue sem derrotas na Serie A1. Agora orientado por Tiago Sousa e capitaneado por João Pinto, o campeão italiano soma seis vitórias e três empates. O Porto, com mais um jogo realizado, tem mais vitórias (oito), mas já duas derrotas, com alguma irregularidade exibicional que vem da pretérita temporada.

"Cada época é uma história diferente. Estamos sempre à procura de melhorar e evoluir e, talvez na segunda época, tenhamos tido uma mistura, mas não consegui o patamar que queríamos. É verdade que ganhámos uma Liga dos Campeões, mas fomos irregulares. Este ano, queremos conseguir ser regulares em todas as competições, em todos os jogos. É o caminho. Sobretudo, quero conseguir uma boa regularidade", definiu Ares.

Lleida e Tomar também se voltam a encontrar, mas vários anos depois e num outro contexto. As duas equipas encontraram-se, a duas mãos, nos quartos-de-final da Taça CERS, em 2017/18. Houve vitória catalã no Onze de Setembre por 4-2 e empate a quatro em Tomar. O Lleida seguiu em frente para o seu primeiro triunfo na segunda mais importante prova europeia. E venceria três vezes consecutivas.

Os tomarenses estiveram na fase de grupos da Liga Europeia em 2021/22 quando, inclusivamente, chegaram às meias-finais. Também por essa ter sido uma edição desvalorizada por muitos, pela ausência dos "tubarões", era importante assegurar o apuramento, conseguido com duas fases de qualificação só com triunfos.

"Era muito importante para nós. E também trabalhámos para isso", explicou Nuno Lopes. "Agora, já que cá estamos, é disfrutar e lutar para ficar nos dois primeiros lugares", traçou como objectivo de um caminho que começa em Lleida. "Este jogo é importante porque é o primeiro, como também é importante para eles. É um campeonato diferente, uma equipa diferente, e estamos a olhar para ela para tentarmos lá ir explorar alguma coisa que possamos fazer de melhor. Mas acredito que é o pormenor que vai definir, e nós temos de ser fortes no pormenor. Ou melhor, voltar a ser fortes no pormenor, que não o temos sido muito ultimamente", lamentou o técnico do Tomar.

"Vamos tentar que isso aconteça já esta quinta-feira e, depois, é jogo a jogo, para conseguirmos chegar onde queremos. Nós vamos jogar para o 1º lugar. Se conseguirmos ficar em 1º, ficamos contentes. Se não der para 1º, ficaremos em 2º. É o que tiver que ser, mas esses dois lugares é o que interessa, bem como continuar a colocar o Tomar nos palcos em que deve estar. Estamos aqui por direito próprio e acho que já provámos que o merecemos", analisou.

• Lleida vs. Tomar • 30.Nov, 20h30

• Porto vs. Trissino • 30.Nov, 20h

Grupo D

A Oliveirense é a grande favorita num grupo D que, na teoria, poderá ser visto como o menos forte. De resto, historicamente, é o única sem qualquer título, ainda que as quatro equipas somem cinco finais.

Se os franceses do Saint-Omer nunca chegaram à decisão, o Lodi marcou presença em 1982, quando a então Taça dos Campeões Europeus era entregue a duas mãos. Já com as derradeiras partidas em Final Four, a Oliveirense foi finalista vencida em 2016 e 2017 e o Valongo em 2022 e 2023.

Nas duas finais dos valonguenses, era treinador Edo Bosch, agora à frente da equipa de Oliveira de Azeméis. E o catalão, na história da modalidade como lendário guarda-redes do Porto, tentará fazer melhor e alcançar um troféu que teima em escapar-lhe. "Era muito bom, e já era hora. Como jogador perdi seis finais, como treinador já levo duas. Era bom poder ganhar o título", confessou o técnico.

"Estamos nos 16 últimos, são grandes equipas e há quatro grupos competitivos. Vamos começar contra o finalista do ano passado, e temos aspirações, logicamente. O ano passado, a Oliveirense também chegou às meias-finais e, pelo menos, vamos tentar repetir isso. Mas sabemos que não é fácil, que vai ser muito difícil, que vai ser jogo a jogo, e estamos preparados", assegurou. "Disse, no início, que não prometia títulos, mas prometia estar em todas as decisões. E a Champions não foge à regra, e vamos tentar fazer o melhor possível", reiterou.

O primeiro adversário da Oliveirense é o Valongo que, apesar de "depenado" no último defeso pelo emblema de Oliveira de Azeméis, deu luta quatro dias antes do arranque da Champions League, numa partida emotiva que terminou com uma tangencial vitória por 6-5 da equipa que esta época conta com os duas vezes vice-campeões europeus Xano Edo, Diogo Abreu, Nuno Santos e Facundo Navarro, o treinador Edo Bosch e ainda Jorge Vieira e João Paulo Almeida, que compõem a equipa técnica.

• Lodi vs. Saint-Omer • 30.Nov, 21h

• Oliveirense vs. Valongo • 30.Nov, 21h

Horários das partidas na hora local.

AMGRoller

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