Barcelona vence Intercontinental

Como em 2018, o Barcelona venceu o Porto no Aldo Cantoni, na decisão da Taça Intercontinental, para erguer o troféu mundial de clubes. Os dragões recuperaram de uma desvantagem de três golos, mas não tiveram forças para o prolongamento.

Barcelona vence Intercontinental

O Barcelona venceu a Taça Intercontinental 2024, superando o Porto no Aldo Cantoni. Convidados para substituir o Valongo na prova, os blaugrana repetiram o triunfo de 2018 sobre os dragões, novamente no prolongamento, mas agora por 3-6.

O Porto entrou melhor, mas, pouco depois de Ricardo Ares ter pedido uma pausa técnica aos nove minutos para explicar à sua equipa como chegar a um golo que se justificava, seria o Barcelona a marcar, com Ignacio Alabart a concluir da melhor maneira um contra-ataque.

Os dragões acusaram o golo sofrido e, quatro minutos e meio volvidos, os blaugrana ampliavam, por Sergi Panadero, a rematar sobre a direita solto de marcação. Mais três minutos e meio decorridos, Pau Bargalló era eficaz de livre directo, após azul a Carlo Di Benedetto, para um 0-3 que já era pesava muito.

Ainda assim, o Porto não baixou os braços e "carregou" nos minutos finais da primeira parte. O golo de Di Benedetto, numa cobrança estudada de uma falta a dois minutos e meio do intervalo, alimentava a chama da esperança azul-e-branca.

A equipa de Ricardo Ares entrou forte na segunda parte, mas Sergi Fernandez segurou enquanto pôde a vantagem para os de Edu Castro. Como aos cinco minutos, quando negou o golo, de livre directo, ao ex-companheiro Hélder Nunes depois de Pau Bargalló ter visto o azul. Mas, na superioridade numérica, Rafa fazia mesmo o 2-3 que relançava a decisão da Taça Intercontinental.

Ao som das "bandas" que animam o mítico Aldo Cantoni, o jogo abriu, nem sempre bem jogado, mas com mais emoção. O golo podia cair para qualquer lado. Ou não, como foi paradigmárica a sequência já nos oito minutos finais.

Pau Bargalló viu azul, mas Carlo Di Benedetto não conseguiu desfeitear Sergi Fernandez para a igualdade. A tentar recuperar a posse de bola, o internacional francês fez falta sobre Xavi Barroso e também viu azul. Com Pau a cumprir castigo, João Rodrigues não marcou de livre directo, mas foi atingido por Telmo Pinto, que veria novo azul. De grande penalidade, o capitão da selecção portuguesa não marcou e jogar-se-ia em quatro para quatro durante dois minutos.

Findo o castigo de Pau, o Barcelona ainda dispunha de mais cerca de dois minutos em powerplay, mas o Porto "sobreviveu" para atacar os derradeiros quatro minutos. E, a dois minutos e meio do fim, Hélder Nunes rematava do círculo central, com eventual desvio de Gonçalo Alves, para a igualdade a três.

O Barcelona, ainda sem derrotas esta época e com 24 vitórias em 26 partidas oficiais realizadas antes desta final intercontinental, reagiu e tomou conta do jogo, mas não conseguiu voltar a ganhar vantagem e a partida seguiu, tal como a final feminina, para prolongamento.

Os blaugrana deram continuidade à sua pressão no tempo extra e chegaram ao golo com poucos segundos jogados. Bargalló serviu Marc Grau para um golo "fácil" ao segundo poste. E, aos dois minutos, Xavi Barroso, jogador do Porto nas últimas três temporadas, rematava forte sobre a esquerda para o 3-5.

Ainda na primeira parte do prolongamento, os dragões chegavam à 10ª falta e Pau Bargalló voltou a ser eficaz, ampliando para 3-6. Estranhamente, o Porto, que se esperava poder ficar "por cima" depois de recuperar uma desvantagem de três golos, eclipsou-se após a igualdade, e o Barcelona mandava.

Após a mudança de "campo", o Porto foi à procura do golo, mas sem sucesso, e os blaugrana selaram a sexta conquista na prova, depois de ter erguido o troféu em 1998, 2005, 2008, 2014 e 2018. Em 2018, no mesmo Aldo Cantoni, o Barcelona vencera, também no prolongamento, o Porto por 5-4. Então, Panadero, João Rodrigues e o agora benfiquista Pablo Alvarez por três vezes marcaram para os blaugrana e Reinaldo Garcia e Gonçalo Alves, também com um hat-trick, para os dragões.

Meias-finais

Porto 10-2 Lomas de Rivadavia • 16.Fev

• UVT 4-8 Barcelona • 17.Fev

Final

• Porto 3-6 Barcelona (3-3, 0-3 prol.) • 18.Fev

AMGRoller Compozito

Partilhe

Facebook Twitter AddToAny
Outros artigos do dia
Lutar pela manutenção e pelo crescimento dos jogadores

Lutar pela manutenção e pelo crescimento dos jogadores

Na sua temporada de estreia na categoria máxima, o Juventude Pacense 'caiu' nos oitavos-de-final da Taça de Portugal, mas com uma exibição descomplexada na Luz. O objectivo primordial, de manutenção, mantém-se intacto.

Trabalhar para ter um prémio como consequência

Trabalhar para ter um prémio como consequência

O Benfica deu mais um passo na Taça de Portugal ao vencer o Juventude Pacense com um 'killer' sem misericórdia. A 'prova rainha' é a única das cinco nacionais que os encarnados não têm em seu poder.

Rainhas em Espanha, na Europa e no Mundo

Rainhas em Espanha, na Europa e no Mundo

O Telecable Gijón conquistou a segunda edição feminina da Taça Intercontinental ao vencer na final as catalãs do Palau. No desempate por grandes penalidades, Ana Catarina Ferreira assinou o golo decisivo.