«Fomos nós que criámos esta expectativa, e as pessoas exigem cada vez mais»

Num jogo em que faltou inspiração no ataque, Rui Neto lamentou algumas decisões arbitrais que acabaram por ditar a marcha do marcador e apontou o dedo à atribuição de cartões azuis quando se alarga o critério, bem como ao controlo apertado dos bancos: 'isto não é teatro'.

«Fomos nós que criámos esta expectativa, e as pessoas exigem cada vez mais»

O Óquei de Barcelos viu, este sábado, interrompida uma série de 10 vitórias consecutivas para o campeonato, ao perder com o Benfica por 5-1. Com 30 pontos e a apenas um do líder, os barcelenses chegaram à Luz para lutar pelo lugar cimeiro.

"Fomos nós que criámos esta expectativa", apontou Rui Neto numa conferência de imprensa em "modo privado", apenas com o HóqueiPT presente apesar do jogo ser entre os dois mais bem classificados do dito "Melhor campeonato do Mundo". "As pessoas exigem cada vez mais", realçou, vincando que a sua equipa - com meio plantel novo - só tem derrotas com adversários de valor.

Não são "quatro ou cinco", são seis, mas foram contra Oliveirense na Elite Cup, duas frente ao Sporting (Mundial de Clubes - a que terá escapado às contas - e Champions League), uma frente ao Porto (Campeonato) e, agora, duas frente ao Benfica (Champions League e Campeonato). "Esta equipa está habituada a levantar-se", assegurou.

Sobre o jogo, Rui Neto deu os parabéns aos seus jogadores, e ao Benfica. "Foi mais tempo melhor que nós durante a partida", num "resultado exagerado". "O Conti fartou-se de defender", sublinhou.

Houve uma quebra após o 3-1, um baixar um pouco os braços, talvez pela forma como o marcador evoluiu. Um 1-0 de penálti "batido antes do apito", um 2-0 "precedido de falta", e um 3-1 "num penálti, no mínimo, duvidoso".

Rui Neto alertou também para o critério na atribuição de cartões. "Era necessário fazer alguma coisa em relação ao que era o comportamento dos bancos, mas isto não é cinema, não é teatro", disse. Em pista, "Alargou-se muito o critério, joga-se mais Hóquei", mas depois haverá "pouca coerência na atribuição dos azuis. Azuis por faltas completamente normais. O segundo azul do Tato é um lance completamente normal", apontou.

Na Luz, o destacadíssimo melhor ataque do campeonato logrou apenas um tento. "Um jogo de pouca inspiração". Por exemplo, "no powerplay, raramente criámos perigo". "Faltou-nos intensidade", frisou também o técnico sobre um jogo em que não houve golos de Miguel Rocha, que vinha de 19 nas últimas quatro partidas para o campeonato. Mas não terá sido por aí, com o técnico que esta semana viu anunciado acordo até 2028 a recusar dependência do goleador, sendo este obviamente importante, porque "é jogador do Óquei de Barcelos, não é de mais ninguém".

O Óquei de Barcelos fecha a primeira volta da fase regular do campeonato com a recepção ao Turquel. Antes, na próxima quinta-feira, desloca-se a Bassano para a Champions League.

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