Lucas Martinez despede-se dos oliveirenses: «Hoje é um dia triste para mim»

Lucas Martinez despediu-se este domingo, nas redes sociais, da Oliveirense, de Oliveira de Azeméis e dos oliveirenses. O internacional argentino chegou em 2020, foi escolhido como capitão para a época que agora termina, e regressará a Itália, agora para representar o Bassano.

Lucas Martinez despede-se dos oliveirenses: «Hoje é um dia triste para mim»

Numa mensagem emotiva nas redes sociais que reproduzimos abaixo, Lucas Martinez despediu-se da Oliveirense, mas, principalmente, de Oliveira de Azeméis e dos oliveirenses.

Com o clube, é o fim de uma ligação de seis temporadas, numa relação que termina apesar do internacional argentino, campeão do Mundo em 2022, ter sido capitão e, com 21 golos, o melhor marcador da equipa na fase regular do Campeonato Placard.

Na Oliveirense, Lucas foi orientado por Paulo Pereira, Joan Ignasí Edo, Nuno Resende e, numa derradeira temporada conturbada - "houve muitos erros pelo caminho" -, com mudança de técnico a meio, por Ricardo Geitoeira. Não obstante a presença em várias decisões, para a História fica "apenas" a conquista de uma Taça Continental, em 2024.

De Oliveira de Azeméis - "a cidade que escolhi para viver ao longo destes seis anos" -, Lucas Martinez leva, aos 38 anos, muito mais do que um troféu. Leva pertença, vida, e as pessoas. Leva os oliveirenses, que sempre o fizeram sentir-se querido. E outros dois oliveirenses, os filhos, a jovem Roma e o pequeno Béltran.

Seis anos volvidos, regressa a Itália, onde, com resiliência, numa segunda passagem pela Europa, se afirmou em definitivo.

Lucas Martinez chegou ao Velho Continente em 2008, para os franceses do Quévert. Depois de duas temporadas, deu o "salto" para Espanha, onde vestiu as camisolas de SHUM e Alcoi. Mas, longe dos patamares que ambicionava, regressou em 2012 à Argentina, e ao Petroleros, de Mendoza.

Representou depois o San Juan e voltou à Europa em 2015, desta feita pela "porta" italiana. Esteve duas épocas no Monza, depois Follonica, Breganze e, às ordens de Nuno Resende, no Lodi. Agora, volta a trajar de "giallorosso" (amarelo e vermelho), mas sob o emblema do Bassano.

Hoje é um dia triste para mim.

As despedidas nunca são fáceis e esta é, particularmente, difícil por tudo o que estes últimos seis anos representaram para mim. Resumir tudo o que vivi ao longo deste tempo em Oliveira de Azeméis, e na Oliveirense, e transformar isso em palavras custa-me muito.

A verdade é que estou a encerrar um ciclo que jamais vou esquecer! Vou embora com o coração cheio de gratidão, por tudo o que aqui recebi, e com muito orgulho por ter vestido a camisola de um clube tão grande.

Cheguei à Oliveirense com a ilusão de competir ao mais alto nível. Tive a sorte de chegar a muitas finais e lutar sempre por títulos até ao fim. Levámos a Oliveirense sempre até às decisões e isso é o que acontece quando se joga com amor, com alma e com garra de União.

Tive momentos bons e outros menos bons, mas dei sempre o máximo de mim e deixei tudo em rinque a cada treino… a cada jogo.

Ainda não consigo entender nem processar o que aconteceu este ano. Pessoalmente, comecei o ano com muita motivação e com o desafio de ser capitão. Lamentavelmente, as coisas não aconteceram como esperava. Houve muitos erros pelo caminho e, com eles, o resultado que não esperávamos.

Saio com o sentimento de dever cumprido, mas também com uma grande tristeza: não ter podido me despedir de todos vocês, oliveirenses, dentro de pista.

Levo no meu coração cada pessoa que aqui conheci, cada palavra de carinho e alento. Levo comigo cada recanto de Oliveira de Azeméis, cada café, padaria, mercado, restaurante, praça e escola a que fui. Onde quer que eu fosse, sentia sempre o carinho e o apoio dos oliveirenses. Foi assim desde o primeiro dia em que cheguei à Oliveirense e Oliveira de Azeméis foi a cidade que escolhi para viver ao longo destes seis anos em que representei o clube.

Graças a Deus, tive a sorte de conhecer esta cidade maravilhosa e cada um dos seus (en)cantos. Sou grato por ter podido participar em cada festa, em cada celebração e em cada evento realizado nesta cidade e por me terem tratado sempre como se estivesse em casa.

Vou ter saudades de todos os que nos acompanharam, a mim e à minha família, que viram nascer e que ficará ligada a esta cidade para sempre. Um dia, quero regressar para mostrar aos meus filhos a cidade onde nasceram e passaram os seus primeiros anos de vida.

A todos: obrigado, obrigado, obrigado!

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