Argentina vence Taça das Nações pela segunda vez consecutiva

A Argentina voltou a ganhar a Taça das Nações. A albiceleste venceu a Itália por 2-0, conquistando a prova de Montreux pela segunda vez consecutiva e a terceira nas últimas quatro edições. Rampulla bisou, mas, perante uma belíssima Itália, a exibição de Conti foi preponderante.

Argentina vence Taça das Nações pela segunda vez consecutiva

Dois anos depois, a Argentina volta a vencer a Taça das Nações em Montreux, numa segunda vitória consecutiva, a terceira nas últimas quatro edições, com vitórias em 2017, 2024 e, agora, 2026, e uma final perdida para Portugal em 2019.

Esta conquista foi conseguida com uma vitória por 2-0 sobre Itália, com dois golos de Danilo Rampulla e uma exibição monstruosa de Conti Acevedo.

Itália e Argentina reencontraram-se na final de Montreux 44 anos depois, então com os italianos a erguerem o troféu numa prova com nove equipas, num modelo de todos-contra-todos. Agora, esta "nova" Itália pouco terá ficado a dever a essa que levou o "caneco" para casa.

A Argentina entrou melhor, com os rasgos individuais dos talentosos sul-americanos a causarem mossa. E, num remate forte da zona frontal, Danilo Rampulla inaugurou o marcador aos oito minutos.

A Itália reagiu e foi ganhando ascendente, passando incólume a uma grande penalidade sobre Facundo Bridge, com Lucas Martínez a atirar ao lado. Na baliza italiana, Stefano Zampoli mostrava a tranquilidade dos dias anteriores. Na baliza argentina, Conti Acevedo começava a destacar-se.

Os jogadores de "Negro" Paez iam ficando sem pernas no passar dos minutos e nem o intervalo ajudou.

Na segunda parte, a selecção de Alessandro Bertolucci, uma belíssima Itália, mostrou mais fulgor, mostrou argumentos, encostou completamente uma selecção albiceleste já sem fôlego. Sobrava Conti.

O guardião da Argentina ia defendendo tudo, enquanto perdia a paciência com os seus companheiros, que já não tinham mais para dar. Não havia discernimento para recuperar a bola, nem para manter a sua posse.

À Itália, com Verona, Malagoli e Compagno a liderarem e os jovens Piccoli, Cardella e Diquigiovanni a darem um importante contributo, só faltava mesmo marcar.

Ainda com quase dois minutos para jogar, Alessandro Bertolucci arriscou a cinco. A Argentina ameaçou o golo decisivo duas vezes e, à terceira, Danilo Rampulla conseguiria mesmo o segundo golo albiceleste. A vitória e a conquista estava na mão. Na mão, no peitilho, nas caneleiras e no capacete de Conti, intransponível, numa exibição apenas aquém daquela de Girão que valeu o título mundial a Portugal em 2019.

Campeã mundial em 2022 e vencedora da Taça das Nações em 2024, a Argentina volta a triunfar depois do vice-campeonato do Mundo em 2024, apresentando - como se tal fosse necessário - a candidatura ao mundial do Paraguai, em Outubro próximo, numa exibição que teve mais de saber sofrer.

Da Itália, no pódio mundial em 2024 e no pódio europeu em 2025, fica uma afirmativa declaração de intenções. Assim, pode aspirar a ganhar qualquer jogo e qualquer prova.

5º ao 8º lugares

• LF1 • França 9-2 Montreux • 4.Abr

• LF2 • Angola 5-2 Suíça • 4.Abr

Meias-finais

• MF1 • Portugal 1-3 Argentina • 4.Abr

• MF2 • Itália 6-4 Espanha (3-3, 3-1 prol.) • 4.Abr

Finais

• 7º/8º • Montreux 3-6 Suíça • 5.Abr

• 5º/6º • França 6-3 Angola • 5.Abr

• 3º/4º • Portugal 3-2 Espanha • 5.Abr

• 1º/2º • Argentina 2-0 Itália • 5.Abr

Classificação final

1º Argentina, 2º Itália, 3º Portugal, 4º Espanha, 5º França, 6º Angola, 7º Suíça, 8º Montreux

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