«Recuso-me a vitórias morais, mas fizemos um grande jogo»

Mais satisfeito com a exibição do que na véspera, Nuno Lopes apontou uma grande exibição de Xano Edo, o pecado da finalização e as bolas paradas como determinantes na derrota com Portugal. Gorado o objectivo de conquistar este troféu, é continuar a trabalhar para ganhar em breve.

«Recuso-me a vitórias morais, mas fizemos um grande jogo»

É um lugar comum dizer que para ganhar é preciso marcar mais golos que o adversário, e, para o seleccionador gaulês Nuno Lopes, pouco terá mais faltado do que isso no jogo frente a Portugal.

A exibição foi melhor do que na véspera, frente à Espanha. "Era importante voltarmos à identidade que nos marcou no Europeu. Não fomos uma equipa com a identidade que eu gostava, hoje [quinta-feira] sim. Criámos oportunidades, passámos o jogo todo em cima de Portugal. Recuso-me a vitórias morais, mas dizer que fizemos um grande jogo", apontou o técnico, vincando o pecado na hora da finalização.

Nuno Lopes destacou a "exibição muito boa" de Xano Edo, mas sublinhou também a diferença que vai ditando a eficácia nas bolas paradas. Frente a Portugal, os franceses tiveram duas ocasiões de grande penalidade e não conseguiram marcar, ao passo que, concedendo um castigo máximo, foram, passe a redundância, "castigados" com o 2-0 por Gonçalo Alves.

Depois do 3º lugar em 2024, o objectivo era vencer esta Taça das Nações. "Eu quero ganhar os jogos todos, quero ganhar troféus. Ainda não conseguimos, vamos continuar a tentar", ambiciona o técnico, reconhecendo que possa haver quem ache que esse desejo é uma fantasia ou utopia.

Para já, em Montreux, resta trabalhar para preparar o futuro, testando jogadores que possam ser importantes na rotação da equipa. Porque é nestes palcos que se vê a resposta dos jogadores, destacou.

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