Portugal volta a vencer Espanha e fica com o bronze
Dois dias depois, Portugal e Espanha voltaram a defrontar-se e a selecção das quinas voltou a vencer, desta feita por 3-2, com bis de Gonçalo Alves, e termina no 3º lugar

Portugal conquistou o 3º lugar na Taça das Nações, depois de voltar a vencer a Espanha como no encerramento da fase de grupos, desta feita por 3-2.
Portugal e Espanha defrontaram-se no último dia, 11 anos depois. Mas, se entre 1997 e 2015, se defrontaram 10 vezes para decidir o troféu - dividindo, neste período, as conquistas irmamente -, agora a luta era "apenas" pelo bronze.
Tal reflectiu-se nos primeiros minutos de jogo, num ritmo mais baixo, com pouco foco de parte a parte. A Espanha, em particular, ia acumulando erros e, aos 15 minutos, Pere Varias parou o jogo. E as suas palavras tiveram efeito. Aos 13, Martí Casas, num belo momento, inaugurava o marcador.
Reinaldo Ventura, que deu a titularidade (e todo o jogo) a Pedro Henriques, trocava os quatro jogadores de pista, entrando os três mais experientes - João, Hélder e Gonçalo Alves - com Zé Miranda. Portugal reagiu à melhoria espanhola, mas não conseguiu chegar ao golo na primeira parte.
Na segunda, Portugal entrou melhor. Aos oito minutos, César Carballeira e Zé Miranda viram azul e houve mais espaço para jogar. Nesse espaço que surgiu, Gonçalo Alves rematou forte e igualou.
A resposta ao tiro de Gonçalo Alves, foi um autêntico míssil de Ivan Morales, batendo Pedro Henriques com a bola ainda a bater no poste antes de entrar, pouco mais de dois minutos volvidos.
Portugal voltava a ficar atrás no marcador, mas não por muito tempo. Jogados mais minuto e meio, Hélder Nunes, da divisória, repunha a igualdade, num lance em que Martí Serra não terá visto a bola partir.
O jogo ficava dividido, com a Espanha - que, sob a égide de Varias, já fora 4ª no Europeu - a ter algum ascendente, sendo chamado mais vezes Pedro a intervir. Mas, a cinco minutos e meio do final, a 10ª falta desequilibrou. Gonçalo Alves foi na finta perante Serra e fez o 3-2 que seria final.
A Espanha tentou a igualdade e até teve dois minutos em superioridade por azul a Carlitos num julgamento arbitral questionável - como muitos, para um e outro lado -, quando o português caiu e o adversário tropeçou no seu stick.
No entanto, a esta Espanha vai faltando um desequilibrador, alguém decisivo. Algo que poderá mudar, e mudará, com os eventuais regressos de Alabart e Pau Bargalló. Mas, para já, não houve quem marcasse, mesmo atacando a cinco no derradeiro minuto.
Portugal, fora da final pela primeira vez desde 1993 (quando a Argentina venceu o Roller Monza na decisão), fica com o bronze na estreia de Reinaldo Ventura, num saldo de quatro vitórias - duas delas com a rival ibérica - e apenas uma derrota, frente à Argentina, nas meias-finais.
5º ao 8º lugares
• LF1 • França 9-2 Montreux • 4.Abr
• LF2 • Angola 5-2 Suíça • 4.Abr
Meias-finais
• MF1 • Portugal 1-3 Argentina • 4.Abr
• MF2 • Itália 6-4 Espanha (3-3, 3-1 prol.) • 4.Abr
Finais
• 7º/8º • Montreux 3-6 Suíça • 5.Abr
• 5º/6º • França 6-3 Angola • 5.Abr
• 3º/4º • Portugal 3-2 Espanha • 5.Abr
• 1º/2º • Argentina vs. Itália • 5.Abr, 21h30
Classificação final
(...) 3º Portugal, 4º Espanha, 5º França, 6º Angola, 7º Suíça, 8º Montreux
Horários das partidas na hora local (Suíça, CET). Menos uma hora em Portugal continental.
Domingo, 5 de Abril de 2026, 20h24
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