Conti e o contra-golpe argentino travam Portugal

Uma boa exibição de Portugal na primeira parte foi traída por dois contra-ataques que condicionaram todo o resto da partida. A Argentina, com Conti em grande plano e no seu melhor jogo no torneio, dilatou e só sofreu perto do final. Defenderá o troféu ganho em 2024.

Conti e o contra-golpe argentino travam Portugal

A Argentina venceu Portugal por 1-3 e vai defender a Taça das Nações conquistada em 2024. A albiceleste realizou a sua melhor exibição no torneio e redimiu-se da pálida imagem na véspera.

Portugal entrou com Xano na baliza, os jovens Bessa, Carlitos e Zé Miranda e a experiência de João Rodrigues para se impôr nos primeiros minutos, apesar da Argentina apostar num cinco experiente, com o inevitável Conti, Lucas Ordoñez, Lucas Martínez, Gonzalo Romero e Ezequiel Mena. Todos campeões do Mundo em 2022.

Aos sete minutos e meio, Ordoñez viu azul, mas, mesmo com a entrada da "artilharia" - Hélder Nunes e Gonçalo Alves - não conseguiu chegar ao golo que já justificava. Na rotação, Portugal perdeu alguma fluidez e o 18º minuto foi fatal.

Dois contra-ataques, com Danilo Rampulla a assistir primeiro Lucas Martínez e depois Franco Platero deixaram a Argentina a vencer por 0-2 e ainda mais confiante em pista. Mesmo quando voltou a ficar em inferioridade numérica, a quatro minutos do intervalo, após Ezequiel Mena projectar Zé Miranda contra a tabela.

Portugal voltava a falhar em superioridade. Mas a Argentina não faria melhor. A meio minuto do descanso, Carlitos viu azul e, como na véspera, a selecção das quinas voltou a acabar a primeira parte e a começar a segunda com menos um em pista.

Mas, nas inferioridades, ninguém marcou. Até quando, aos nove minutos, Lucas Martínez e Zé Miranda viram os dois azuis. Sobrava espaço, mas havia mais acerto das defesas e dos dois guarda-redes, em muito bom plano. Os golos tinham de ser inventados, e Rampulla inventou um.

O atacante do Sporting picou a bola para bater o colega Xano Edo em raquete, para um 0-3 que castigava os muitos erros da selecção de Reinaldo Ventura. Antes deste terceiro golo, Xano evitara, pela terceira vez, o golo de um atacante isolado.

A Argentina começou a trocar largo a bola, procurando surgir nos espaços para colocar em sentido os portugueses. E, no passar dos minutos, foi prolongando as posses de bola.

Portugal conseguia poucas oportunidades junto da baliza de Conti, e o guardião ia parando os remates de meia distância. A quatro minutos do final, os portugueses chegavam à nona falta, a acrescentar ao constrangimento do resultado e do tempo por jogar.

No entanto, Gonçalo Pinto conseguiria enfim desfeitear o colega Conti e Portugal acreditou num desfecho diferente daquele que já parecia certo. Já no último minuto, Nolito atingiu Pinto em queda, e a selecção portuguesa ganhava uma grande penalidade e superioridade numérica até final. Mas Gonçalo Alves não conseguiu bater Conti e, mesmo pressionando a cinco, Portugal não conseguiria novo golo.

Este domingo, Portugal falha a final pela primeira vez desde 1993. As três últimas tinham sido frente à Argentina. Argentinos e portugueses aguardam agora pelo desfecho da outra meia-final, entre Itália e Espanha.

5º ao 8º lugares

• LF1 • França 9-2 Montreux • 4.Abr

• LF2 • Angola 5-2 Suíça • 4.Abr

Meias-finais

• MF1 • Portugal 1-3 Argentina • 4.Abr

• MF2 • Espanha vs. Itália • 4.Abr, 21h30

Finais

• 7º/8º • Montreux vs. Suíça • 5.Abr, 14h

• 5º/6º • França vs. Angola • 5.Abr, 16h30

• 3º/4º • Portugal vs. Vencido MF2 • 5.Abr, 19h

• 1º/2º • Argentina vs. Vencedor MF2 • 5.Abr, 21h30

Horários das partidas na hora local (Suíça, CET). Menos uma hora em Portugal continental.

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