Marinhense ergue-se dos escombros e está a uma ‘poule’ da I Divisão

No final de Janeiro, a tempestade Kristin deixou o Marinhense sem casa para jogar ou treinar. Resiliente, a equipa de João Simões somou, este sábado, a oitava vitória em 10 jogos após a catástrofe, e garantiu, na Zona Norte da II Divisão, um lugar na 'poule' pela subida.

Marinhense ergue-se dos escombros e está a uma ‘poule’ da I Divisão
Foto de capa: Sporting Clube Marinhense

Em Janeiro, a calamidade abateu-se sobre o Marinhense, com o pavilhão da Embra destruído.

Em 5º, a dois pontos da Académica (e com algumas equipas "B" à mistura), o sonho de lutar por um lugar na "poule" de subida [a Juventude de Viana estava destacadíssima para a subida directa] parecia ficar comprometido.

Arranjou-se uma solução, com o Pavilhão Amável dos Santos Pereira, em Valado dos Frades, habitual casa do BIR, a servir para receber os adversários.

Este sábado, o Marinhense disputou o 6º jogo em casa emprestada e, com oito vitórias em 10 jogos desde aquele fatídico dia de Janeiro, a equipa de João Simões garantiu um lugar na "poule" de subida com uma vitória sobre o Famalicense por 2-1, quando o triunfo era necessário porque a Académica tinha vencido o Infante Sagres por 2-3.

Nesta partida decisiva, Javier Añon inaugurou o marcador na primeira parte. João Coelho igualou na etapa complementar para os famalicenses, na 10ª falta contrária, com apenas nove minutos para jogar, e o empate adiava tudo para a próxima jornada.

No entanto, na terceira bola parada para o Marinhense, Pedro Freitas foi enfim batido (mas na recarga), com o chileno Nico Carmona a colocar a equipa da cidade vidreira na frente já nos três minutos finais.

Com seis pontos em disputa no que resta nesta fase, o Marinhense soma agora 48 pontos contra 41 da Académica.

Depois de três meses sem poder treinar ou jogar em casa, o Marinhense fica a aguardar adversário, que sairá da Zona Sul da II Divisão. Ainda com tudo por definir, na corrida à subida, directa ou pela poule, estão Paço de Arcos (49 pontos), Candelária (48, com menos um jogo), Oeiras (48) e, mais distante, Parede (44).

Na sua segunda temporadaà frente do Marinhense, João Simões tentará lograr o que conseguiu com o Turquel em 2012. Para os leões da Embra, é um possível regresso quatro anos depois, para aquela que seria a quinta temporada na categoria máxima após as de 1996/97, 1998/99, 2018/19 e 2021/22.

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