Óquei de Barcelos quebra invencibilidade do Benfica e está na final
Com uma vitória por 3-1, o Óquei de Barcelos quebrou a invencibilidade do Benfica e está na final da Taça de Portugal, em busca de uma conquista que escapa desde 2004. As águias, como na pretérita temporada, ficam pelo caminho para um troféu nas meias-finais.

Não será menosprezar o triunfo do Óquei de Barcelos, se o destacar for o fim da invencibilidade do Benfica, até porque uma é consequência da outra. Os barcelenses venceram por 3-1 e quebram uma série da equipa de Edu Castro que já ia em 46 jogos oficiais (41 em provas nacionais e internacionais) sem derrotas.
No 14º duelo para a Taça de Portugal entre Óquei de Barcelos e Benfica, o terceiro nas últimas três temporadas, os barcelenses levaram a melhor num palco que marcou o regresso às conquistas nacionais em 2021, na primeira edição oficial da Elite Cup.
O Benfica entrou forte, mais mandão, ainda que não conseguisse "calar" os incansáveis adeptos barcelenses, em mais uma demonstração de inigualável paixão.
Num jogo que teve três árbitros, a primeira parte foi demorada. Cerca de 52 minutos de tempo corrido para os 25 contados, mais intensos do que bem jogados, como referiria Rui Neto em conferência de imprensa.
Aos quatro minutos, Roberto Di Benedetto viu azul. E veria novo azul a nove do intervalo. Pelo meio, também o Óquei de Barcelos esteve em inferioridade, por azul a Luís Querido. Mas golos na primeira parte, nem vê-los, nem sequer do goleador Miguel Rocha, de grande penalidade...
Na etapa complementar, a toada manteve-se, com um Benfica a tentar pegar no jogo e um Óquei de Barcelos a apostar na coesão defensiva, salvaguardando o seu guarda-redes, Guillem Torrents.
Na outra baliza, o ex-barcelense Conti seria batido por Carlitos aos nove minutos, e seria surpreendido por Tato Ferruccio, num "vôo" para colocar ao segundo poste para um 2-0 que era um sério risco para a invencibilidade encarnada.
O Benfica "carregou" perante uma defensiva que não vacilava. A três minutos e meio do fim, foi assinalada grande penalidade sobre Zé Miranda. João Rodrigues preparava-se para marcar, mas, com recurso ao SRV, passou a livre directo. E passou a ser Pau Bargalló o responsável pela marcação, batendo Torrents na recarga.
Com apenas minuto e meio para jogar, o Benfica ficava em superioridade numérica por azul a Vierinha e atacava a igualdade, primeiro com quatro, e depois com cinco, sem guarda-redes. Mas a bola sobrou para Miguel Rocha, e já se sabe como isso geralmente termina, despoletando a festa total do apuramento.
O Óquei de Barcelos está na sua 12ª final, a tentar um quinto triunfo, datando o último de 2004. Na final, o adversário será Póvoa ou Sporting, sendo que o técnico Rui Neto estava certo de serem os leões...
Meias-finais
• Óquei de Barcelos 3-1 Benfica • 25.Abr
• Póvoa vs. Sporting • 25.Abr, 19h30
Final
• 26.Abr, 18h
Sábado, 25 de Abril de 2026, 18h55
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