«Saber que a minha filha não vai chorar hoje, é uma alegria enorme»
À sexta foi de vez. Hélder Nunes tem finalmente a sua Champions League. 'Pensei que ia ser diferente', confessou, sobre um momento em que o mais importante foi ter a 'família verdadeira' na bancada. 'Difícil foi ganharmos com o Hélder', gracejou Carlo Di Benedetto.

Depois de finais perdidas em 2013 e 2014, à terceira, em 2018, não foi de vez. Nem à quarta, em 2019. Nem à quinta, em 2025. Mas, agora, finalmente, Hélder Nunes tem a sua Champions League.
Hélder ganhou tudo, a nível de clubes e a nível de selecções. E a conquista da mais importante prova europeia que estava em falta, era apenas um detalhe, que em nada beliscava uma carreira brilhante. O troféu chegou este domingo, frente ao Barcelona. "Pensei que ia ser diferente, é um dia como outro qualquer", desabafou. Até porque, esta segunda-feira há que acordar cedo para levar as filhas à escola. Mas "ganhar é muito bom, e no clube do coração é ainda melhor", vincou.
Hélder esteve quatro anos em Barcelona e, no regresso, parece ver e viver o jogo de outra forma. Quando o Porto explodiu em celebração, Hélder tinha outras prioridades: estava com Sergi Llorca, lesionado no último lance do jogo. Depois de quatro anos, deixou muitos amigos nos blaugrana. "Se perdesse, ia ficar menos triste. Ia ficar muito triste, mas menos", confessou, tal como se perdesse com o Óquei de Barcelos.
O desporto deu outras famílias a Hélder, mas importante foi ter a "família verdadeira" na bancada, que nem sempre pôde estar presente em Barcelona. "Saber que a minha filha não vai chorar hoje é uma alegria enorme", disse ao lado de Mia, que vai vibrando mais e percebendo melhor as vitórias do pai. A pequena Mel lá chegará.
A conquista da Champions League foi, para Hélder, um regresso feliz a Coimbra. Ali ganhou o seu primeiro campeonato nacional, pelos escalões de formação do Óquei de Barcelos, e agora espera que este não seja o último título. Com esta equipa, sabe que não será.
"Não ia perder seis finais seguidas. Com esta equipa era impossível continuar a ir a finais e não ganhar", assegura, projectando já o que se segue, e que começa "com os piores quartos-de-final da história, com a Oliveirense". Este Porto sabe que não é a pior equipa do Mundo quando perde, nem a melhor quando ganha. Tem os pés bem assentes na terra. "Queremos continuar a ganhar muito. Esta equipa é assim", assegura.
«O mais difícil hoje foi sermos campeões com o Hélder Nunes»
Há uns anos, qualquer um que dissesse que um francês venceria uma Champions League antes de Hélder Nunes, seria olhado com suspeição. Mas assim foi. Carlo Di Benedetto chegou ao Porto em 2019, perdeu a final de 2021, mas venceu em 2023, ajudando a pôr fim a uma malapata que já ia em 33 anos. Agora, conquistou a segunda em quatro anos.
Em 2023, Hélder Nunes regressou ao Porto. E, na sua alegria, Carlo estava particularmente feliz por "aquele menino". "O Hélder merecia muito ganhar. É portista e merecia muito", sublinhou. "O mais difícil hoje foi sermos campeões com o Hélder Nunes", gracejou o capitão da selecção francesa.
A Supertaça António Livramento e a Taça Continental escaparam no arranque de temporada e, para Carlo, muita gente ficou com esse Porto na cabeça.
No entanto, o gaulês recorda que já estão bem há muito e que não perdem para o campeonato desde a 7ª jornada. "Estamos a jogar muito bem", avisou. Como aconteceu nesta final. Adiantaram-se e depois, citando o treinador Paulo Freitas, foi "controlar o marcador".
Segunda-feira, 11 de Maio de 2026, 6h58
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