Benfica é campeão nacional feminino pela 13ª vez consecutiva

Com um triunfo em Gulpilhares, onde a anfitriã esteve a vencer por 3-1, o Benfica garantiu mais um campeonato nacional feminino, numa caminhada só com vitórias. A equipa de Paulo Almeida é tridecacampeã, campeã 13 vezes consecutivas, sempre desde a criação da equipa em 2012.

Benfica é campeão nacional feminino pela 13ª vez consecutiva

Até faltam palavras. Ou não sabemos bem como as escrever. O Benfica é tridecacampeão. Ou, talvez, por contracção, tridecampeão. Em números, o Benfica é campeão nacional pela 13ª vez consecutiva.

As águias venceram este sábado, em Gulpilhares, a jovem equipa de Vítor Hugo por 4-3, mas - depois de uma vitória na primeira partida por 7-0 - até estiveram a perder por 3-1.

A ter de vencer para forçar a "negra", o Gulpilhares adiantou-se ainda não estavam cumpridos três minutos, por Inês Gomes. Marlene Sousa igualou quatro minutos volvidos, mas, aos nove, Beatriz Silva voltava a colocar as pupilas na frente.

O golo foi o rastilho para um inusitado momento na bancada, com distúrbios que obrigaram à interrupção, durante quase uma hora, para resolver a situação e garantir a segurança para o retomar da partida. De regresso às incidências em pista, Bia voltou a marcar, dilatando a vantagem.

O 3-1 persistiu até ao intervalo e, enquanto houve pernas das gulpilharenses, por mais nove minutos na etapa complementar. Foi quando a infelicidade bateu à porta da guarda-redes Daniela Araújo. Aimee Black entrou pela direita, colocou na área e, numa carambola, a bola acabou no fundo das redes.

Em desvantagem tangencial, as águias não se precipitaram em ataque. Tiveram paciência e, a sete minutos do fim dos regulamentares 50, Marlene Sousa fez o movimento por trás da baliza e deixou para um remate com pouco ângulo da goleadora Martia Sofia Silva. Um minuto depois, Marlene voltou a assistir, agora para o remate pronto de Raquel Santos à entrada da área que colocava, pela primeira vez na partida, o Benfica a vencer.

A equipa de Paulo Almeida tentou controlar em ataque. Um azul a Raquel Santos complicou essa tarefa, mas, em inferioridade, as águias até dispuseram de uma grande penalidade. Blackman não "matou" o jogo, mas a inexorável marcha do tempo tratou do resto, confirmando-se a vitória no culminar de uma caminhada perfeita, só com vitórias.

O Benfica fechou a primeira fase com 14 vitórias em 14 jogos e 206 golos marcados e apenas seis sofridos, a fase regular com outras 14 vitórias, com mais "comedidos" 115 golos marcados e 15 golos sofridos, venceu nas meias-finais em dois jogos com a Sanjoanense e, agora, a final, também no mínimo de duas partidas com o Gulpilhares.

No total, são 32 jogos e 32 vitórias, 343 golos marcados e 31 sofridos. Quase 11 golos marcados por partida e menos de um sofrido em média. Maria Sofia Silva foi a melhor marcadora das águias, com 72 golos marcados.

O Gulpilhares, com a sua equipa muito jovem, é vice-campeã nacional, num feito digno de realce. E o melhor que todas as outras equipas têm conseguido perante o avassalador domínio encarnado.

Nos 13 títulos do Benfica, sempre a erguer o troféu desde que a equipa foi criada - com Paulo Almeida ao leme e Maria Celeste Vieira na baliza - em 2012, o Gulpilhares junta-se a Turquel (quatro vezes), Stuart (três vezes), Académica, Carvalhos, Sporting (duas vezes) e Académico da Feira no melhor lugar "possível".

No seu domínio absoluto, numa hegemonia ímpar no desporto nacional colectivo, o O Benfica junta o 13º título de campeão à 12ª Taça de Portugal, à 12ª Supertaça, e à 4ª Elite Cup. Tudo ganho consecutivamente.

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