A inevitável renúncia do Giovinazzo confirmada

Todos os sinais apontavam para o pior cenário, mas o clube 'pugliese' foi adiando, adiando, adiando... até esta sexta-feira. O Giovinazzo renuncia à participação na Serie A1, principal campeonato italiano que, com calendários definidos, poderá ser disputada por apenas 13 equipas.

A inevitável renúncia do Giovinazzo confirmada

Desde o final da temporada só havia notícias de saídas. A mês e meio do arranque do campeonato, quando as outras equipas já voltaram ao trabalho, o destino do Giovinazzo parecia traçado... e foi confirmado.

Esta sexta-feira, em comunicado oficial nas suas redes sociais, o clube da região da Puglia anunciou que renuncia à participação na Serie A1 e que "recomeçará" da Serie B, onde tem lugar no Grupo F, com as equipas "B" de Roller Matera e CRESH Eboli.

Foi mais um daqueles casos que, infelizmente, acontece muitas vezes em Itália. Uma ascensão meteórica, a falta de afirmação na categoria máxima, dívidas acumuladas e o ocaso.

Às ordens do mítico Pino Marzella, o Giovinazzo terminou a temporada de 2022/23 invicto na Serie A2, com 15 vitórias e três empates no Grupo B, e garantiu o regresso à Serie A1, que venceu em 1980.

Na primeira temporada no regresso à elite italiana, terminou a fase regular apenas à frente do Vercelli, que abandonou a meio. Mas, no play-out, ultrapassou o Breganze e garantiu a manutenção.

Depois, o Vercelli não começou da melhor maneira e Pino Marzella foi afastado. Mas, com Francisco Veludo na baliza e Xavi Cardoso a chegar a meio da época, terminaram a fase regular em 9º e, eliminando o Monza, disputaram os quartos-de-final do play-off. Cairiam frente ao futuro campeão Trissino.

No final dessa temporada, no defeso de 2025, Veludo saiu e chegou Bruno Guia, que só estaria até ao mercado de Inverno. Com Xavi como assumido "maestro" e com Pino de regresso - e, sempre na Serie A1, com Renato Clavel, agora reforço da Sanjoanense -, o Giovinazzo ficou em 11º, obrigado a disputar o play-out. Perdeu um lugar para o Forte, mas a manutenção estava garantida, numa temporada em que chegou às meias-finais e organizou a Final Four da WSE Trophy.

De nada servirá.

Tal como o Grosseto, o Giovinazzo renuncia à categoria máxima. Mas o tardar da decisão - que todos adivinhavam - do Giovinazzo tem outros impactos. Se para o lugar do Grosseto, foi "recuperado" o despromovido Castiglione, agora a Serie A1 pode ficar reduzia a 13 equipas.

Desde já, o campeão Trissino fica sem adversário (ou por definir) na jornada inaugural, agendada para 31 de Outubro. E, na nova Skate Italia Trophy, é o Roller Matera que fica sem rival para jogar.

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