Argentina apura-se nos penáltis e discute título com a França
Durou até às grandes penalidades: a Argentina venceu a Espanha e está na final pela quarta vez consecutiva, tentando repetir o título de 2022. A albiceleste forçou o prolongamento a dois minutos do fim com um golo de Ordoñez, que voltou a marcar no desempate.

A Argentina está na final do Campeonato do Mundo pela quarta vez consecutiva, depois de vencer a Espanha, agora cessante campeã mundial, no desempate por grandes penalidades após um empate a dois, conseguido a dois minutos do fim, no tempo regulamentar. Frente à França, a albiceleste tentará redimir-se da derrota no primeiro dia desta edição.
Num duelo que foi de final em Novara, há dois anos, Espanha e Argentina discutiam, nas meias-finais, "apenas" a presença na partida decisiva.
A Argentina entrou forte, forçou logo duas faltas de Espanha, e marcou logo no primeiro minuto, por Ezequiel Mena. A albiceleste estava descarada, atacante, a surpreender "La Roja".
No entanto, no passar dos minutos, a Espanha - vigente campeã do Mundo - cresceu, assentou o seu jogo... e empatou. Aos 13 minutos, Pol Manrubia colocou em profundidade nas costas da defensiva argentina e Ivan Morales surgiu solto, a desfeitear Conti Acevedo.
Era um jogo aberto, bem disputado, que chegaria ao intervalo sem mais golos. A Espanha terminou a primeira parte com algum ascendente, que transpôs para a etapa complementar, não obstante o bom jogo realizado pela Argentina.
À entrada dos 10 minutos finais, depois de sobreviver a alguns contra-golpes argentinos, a Espanha passava para a frente, com o jovem Biel Llanes, herói do título do Igualada na OK Liga, a ser novamente talismã.
A selecção de "Negro" Paez tinha de assumir o jogo em busca do empate e carregou, somando um crescente número de oportunidades no passar dos minutos. Já nos dois minutos finais, Marc Grau golpeou Gonzalo Romero na área, e Lucas Ordoñez teve soberana hipótese para igualar.
Candid Ballart ainda defendeu o primeiro remate, mas o ex-jogador do Benfica, agora regressado a San Juan e a representar o Atlético Argentino, marcou, com classe que o passar dos anos não apaga, na recarga.
Como na primeira meia-final, o jogo seguia para prolongamento.
No tempo extra, houve mais Argentina, motivada pelo empate conseguido perto do fim do tempo regulamentar, corolário de uma boa partida da albiceleste. Mas não houve golos. Seguia para grandes penalidades.
Lucas Ordoñez marcou, agora sem precisar de recarga, até porque não era permitida. Conti negou o golo a Cesar Carballeira e Candid Ballart também parou o remate de Lucas Martinez. Marc Grau igualou. Nolito e Pau não conseguiram desfazer a igualdade. Mas Rampulla conseguiu. A Argentina estava novamente em vantagem. Biel Llanes não marcou e Facundo Bridge também não logrou "matar" a discussão.
Era tudo entre Pol Manrubia e Conti, campeões da Europa pelo Óquei de Barcelos em 2025. E ganhou o guarda-redes, despoletando a festa dos adeptos do país das pampas.
Este domingo, a partir das 19h locais, 23h em Portugal continental, a Argentina defronta a França numa final inédita, mas repetindo a recente final Europeia de 2021. Antes, a partir das 16h15 locais, Portugal defronta a Espanha pelo bronze.
Quartos-de-final
• QF2 • Argentina 4-1 Itália • 15.Out
• QF4 • Espanha 3-0 Chile • 15.Out
• QF1 • Angola 1-5 Portugal • 15.Out
• QF3 • França 9-0 Suíça • 15.Out
Meias-finais
• França 6-3 Portugal (3-3, 3-0 prol.) • 16.Out
• Espanha 3-4 Argentina (2-2, 1-2 pen.) • 16.Out
3º e 4º lugares
• Espanha vs. Portugal • 18.Out, 16h15
Final
• Argentina vs. França • 18.Out, 19h
Horários das partidas na hora local (Assunção, Paraguai). Mais quatro horas em Portugal continental.
Sábado, 17 de Outubro de 2026, 2h11
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