História feita! Os 'enfants de la Patrie' são campeões do Mundo!
A França é a nova campeã mundial! Os gauleses, orientados por Nuno Lopes, tornaram-se este domingo os sextos campeões do Mundo de Hóquei em Patins ao vencerem a Argentina na final por 3-4 após grandes penalidades. Há 48 anos que não havia um novo campeão.

Fez-se História no Paraguai! A França é a nova campeã do Mundo de Hóquei em Patins. Os gauleses juntam-se na restrita galeria de vencedores do Mundial a Inglaterra, Portugal, Espanha, Itália e Argentina, que fora a última a juntar-se, em 1978, já lá vão 48 anos. Ou, melhor, já lá iam...
Na final, a França, que foi melhor na maior parte do tempo, empatou a dois no tempo regulamentar, e venceu nas grandes penalidades por 1-2, com o capitão Carlos Di Benedetto a decidir.
Numa final inédita, o jogo começou bem vivo, sem cautelas, com a França com ascendente. E aos quatro minutos, Roberto Di Benedetto serviu ao segundo poste para Bruno Di Benedetto encostar para o fundo das redes.
Ruben Fernandez (nomeado apesar de um paupérrimo jogo entre Portugal e França) e Joaquim Pinto invalidaram, Bruno pediu de imediato revisão, mas, sendo a bola claramente introduzida com o stick, foi feita sinalética que tinha agarrado a baliza.
Os gauleses mantiveram-se por cima, dinâmicos, a criar bons lances e a evitar problemas de maior a Pedro Chambel. Mas faltavam golos à selecção de Nuno Lopes para capitalizar o momento.
Do lado argentino, havia contratempo com o capitão. Aos nove minutos, Lucas Ordoñez, que entrara pouco antes, caiu sobre o patim de Marc Rouzé e teve alguns minutos a ser assistido ao fundo das costas.
Neste que seria o seu último jogo de albiceleste, voltou, mas rapidamente saiu com dores. Esteve a preparar-se e regressou novamente, ainda que notoriamente em dificuldades. Falava mais alto o coração, a alma argentina.
No passar dos minutos, Chambel começava a ser chamado a intervir, e, após algumas ameaças, a Argentina adiantava-se. A seis minutos do intervalo, Gonzalo Romero rematava muito forte para defesa do guarda-redes de Torres Vedras e, no sítio certo à hora certa, Ezequiel Mena rematava para o fundo das redes.
"Les Bleus" acusaram o golo em termos de concentração, mais precipitados no passe, sem o mesmo esclarecimento. O intervalo chegava em boa altura.
Segunda parte
Em dia de encerramento dos World Skate Games, selecções de outras disciplinas da patinagem reuniram-se no COP Arena, dando outra vida às bancadas. Ainda longe do desejável para uma final, mas, tendo em conta os "velórios" dos dias anteriores, bem melhor.
De regresso para os segundos 25 minutos, a Argentina aceitou a condição de defender o resultado, mais expectante, por exemplo com muito tempo para Franco Platero. A França procurava o golo, conseguia desequilíbrios, mas entre os postes morava um intransponível Conti. Quase intransponível.
Aos 10 minutos, seguindo a fórmula que dera o golo não validado no início da partida, Roberto Di Benedetto entrou pela direita e, entre o remate e o passe, colocou tenso ao segundo poste para o último toque de Bruno Di Benedetto.
Com uma atitude muito positiva desde o apito inicial, com Nuno Lopes a mostrar uma tremenda evolução desde uma final da Taça CERS em Igualada ganha na "retranca" em 2015, os gauleses não levantaram o pé e, aos 13 minutos e meio tinham uma soberana oportunidade para passar para a frente.
Chamado ao livre directo da 10ª falta, Carlo Di Benedetto, capitão e figura "bleu" há vários anos, algumas vezes infeliz nas bolas paradas no final de algumas partidas pela França, bateu Conti com muita classe para o 1-2. Registava-se o resultado com que os franceses tinham ganho aos argentinos na 1ª jornada deste Mundial.
Mas ainda faltavam largos minutos.
A França foi gerindo, evitando recusar em demasia. A Argentina, em busca da igualdade, teria bem fresco na memória o 2-2 conseguido frente à Espanha com menos de dois minutos para jogar, numa marcha de marcador semelhante.
E a crença argentina vingou. A três minutos do fim, os gauleses, confiantes, precipitaram-se em ataque. No contra-golpe, Chambel - com uma exibição a honrar de sobremaneira o pai, António, campeão do Mundo por Portugal em 1991 e 1993 - parou um primeiro remate, mas Lucas Martinez reagiu rápido para a igualdade. A final ia a prolongamento.
Prolongamento
Dois depois das meias-finais, Argentina e França eram novamente forçadas a horas extraordinárias. Os argentinos tinham precisado de grandes penalidades para afastar a Espanha, vigente campeã, ao passo que os franceses tinham "despachado" Portugal com três golos sem resposta.
No embalo do "plus" anímico de ter anulado a desvantagem perto do final do tempo regulamentar, a Argentina esteve melhor na primeira parte do prolongamento, mas sem que o marcador mexesse.
No recomeço, os gauleses mostraram vontade, mas o ímpeto foi quebrado cedo com um "choque em cadeia" a obrigar à assistência a três argentinos e um francês.
Após a paragem, houve mais cautelas do que jogo. A bola ainda beijou o poste da baliza de Pedro Chambel.
Grandes penalidades
Sobrava tudo para as grandes penalidades, como só na final de 2019 acontecera, então com a Argentina a perder com Portugal. Mas a albiceleste, dois dias antes, vencera desta forma a Espanha.
Chambel defendeu o remate de Lucas Ordoñez, Remi Herman também não marcou. Lucas Martinez adiantou a Argentina, rematando para a esquerda, e Roberto Di Benedetto permitiu a defesa.
Nolito tentou a finta, mas Chambel não se deixou enganar. Marc Rouzé atirou ao poste. Rampulla também não marcou. Carlo foi frio e eficaz, e igualou o desempate.
Na última da Argentina, Facundo Bridge não conseguiu marcar. E estava tudo no stick de Bruno Di Benedetto... mas a decisão ficou adiada.
Finda a primeira série, Nolito atirou ao lado. Carlo, melhor marcador da prova com 10 golos, não conseguiu, desta feita, marcar na finta. Lucas Ordoñez também atirou ao lado. E assumiu novamente Carlo... e fez da França campeã!!!
Quartos-de-final
• QF2 • Argentina 4-1 Itália • 15.Out
• QF4 • Espanha 3-0 Chile • 15.Out
• QF1 • Angola 1-5 Portugal • 15.Out
• QF3 • França 9-0 Suíça • 15.Out
5º ao 8º lugares
• Itália 2-3 Chile (1-1, 1-2 pen.) • 16.Out
• Angola 4-1 Suíça • 16.Out
Meias-finais
• França 6-3 Portugal (3-3, 3-0 prol.) • 16.Out
• Espanha 3-4 Argentina (2-2, 1-2 pen.) • 16.Out
7º e 8º lugares
• Suíça 2-4 Itália • 17.Out
5º e 6º lugares
• Angola 5-4 Chile (3-3, 2-1 pen.) • 17.Out
3º e 4º lugares
• Espanha 3-5 Portugal • 18.Out
Final
• Argentina 3-4 França (2-2, 1-2 pen.) • 18.Out
Classificação final
1º França, 2º Argentina, 3º Portugal, 4º Espanha, 5º Angola, 6º Chile, 7º Itália, 8º Suíça
Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026, 1h18
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