Angola em 5º nove anos depois
Nove anos depois, Angola volta a terminar o Mundial entre os cinco melhores, num 5º lugar que repete o melhor alguma vez conseguido. A equipa de João Pinto venceu por 5-4 nos penáltis (sem prolongamento) o Chile que, apesar da derrota, logra a sua melhor classificação desde 2013.

Angola venceu o Chile por 5-4 no desempate por grandes penalidades, após uma igualdade a três "arrancada" pelos chilenos nos últimos instantes regulamentares. E, nove anos depois, volta a ser 5ª no Campeonato do Mundo, numa classificação que se mantém como a melhor alguma vez conseguida.
Os angolanos, orientados por João Pinto, adiantaram-se aos oito minutos, por Diogo Seixas, a bater de meia distância Carlos Paneque, que estava tapado por uma floresta de pernas.
Depois, Gonçalo Neto reclamou os holofotes. O jogador do Braga foi atingido pelo cotovelo de Alvaro Osório (e o chileno viu azul), viu azul ainda na superioridade numérica de Angola e, a sete minutos do intervalo, fez o 2-0.
A vantagem ajustava-se a uma melhor primeira parte angolana, mas, novamente com Neto na jogada, Manuel Drago "cavou" uma grande penalidade e Diego Rojas não se fez rogado, batendo Francisco Veludo com uma excelente execução.
A perder tangencialmente, o Chile pegou no jogo em busca da igualdade, mas Angola fechou bem e Veludo ainda melhor, segurando a vantagem. Mas, ironicamente com um terceiro golo, a resistência angolana quebrou.
Na pressão, a selecção chilena - orientada por Miguel Belbruno, que liderou os angolanos em 2022 - chegou à 10ª falta com apenas dois minutos para jogar, e Big fez o 3-1 noutra bela execução.
Belbruno arriscou então tudo, sem guarda-redes, e viu Alvaro Osório fazer o 3-2 num fortíssimo remate cruzado. O Chile acreditou... e empatou. Novamente com cinco, Felipe Marquez teve espaço e rematou muito colocado para a igualdade a três que, em condições normais, forçava prolongamento.
Felipe até veria azul a 15 segundos do final, o que dava superioridade a Angola para um eventual (leia-se, regulamentar) tempo extra, mas isso era se houvesse prolongamento. A teoria de que o regulamento era ignorado e não haveria tempo extra para não comprometer os horários das transmissões televisivas caía por terra, dado que este era o último jogo do dia.
E foi na néscia decisão organizativa que se seguiu para as grandes penalidades, que, na véspera, tinham valido o apuramento do Chile frente a Itália.
Veludo negou a primeira a Alvaro Osório. Big também não marcou, tal como Vicente Soto. Gonçalo Neto desbloqueou o marcador, enquanto Joaquin Fernandez não conseguia ludibriar Veludo. Depois, Tomás Cardoso não marcou... e Emilio Garcia igualou.
Respondeu de pronto Diogo Seixas com novo golo, e tudo ficava para decidir entre Rojas e "Xico", num duelo que no tempo regulamentar sorrira ao chileno. Desta vez, foi o guardião - e toda a sua selecção - a sorrir. Já nem foi preciso Flórido lançar a última tentativa.
Apesar da derrota, o 6º lugar do Chile é a melhor classificação conseguida desde um histórico 4º lugar em 2013. Depois, os chilenos foram 8º em 2015, três vezes 7º em 2017, 2019 e 2022, e na última edição, relegado para o Campeonato Intercontinental, venceu-o.
Quartos-de-final
• QF2 • Argentina 4-1 Itália • 15.Out
• QF4 • Espanha 3-0 Chile • 15.Out
• QF1 • Angola 1-5 Portugal • 15.Out
• QF3 • França 9-0 Suíça • 15.Out
5º ao 8º lugares
• Itália 2-3 Chile (1-1, 1-2 pen.) • 16.Out
• Angola 4-1 Suíça • 16.Out
Meias-finais
• França 6-3 Portugal (3-3, 3-0 prol.) • 16.Out
• Espanha 3-4 Argentina (2-2, 1-2 pen.) • 16.Out
7º e 8º lugares
• Suíça 2-4 Itália • 17.Out
5º e 6º lugares
• Angola 5-4 Chile (3-3, 2-1 pen.) • 17.Out
3º e 4º lugares
• Espanha vs. Portugal • 18.Out, 16h15
Final
• Argentina vs. França • 18.Out, 19h
Classificação final
5º Angola, 6º Chile, 7º Itália, 8º Suíça
Horários das partidas na hora local (Assunção, Paraguai). Mais quatro horas em Portugal continental.
Domingo, 18 de Outubro de 2026, 1h11
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