Uma final inédita
A estreia da França em finais do Mundial tornam, só por si, a final deste Mundial de 2026, com a Argentina, inédita, a segunda neste século depois da final de 2007, entre Espanha e Suíça. A França procura ser o sexto campeão, a Argentina tenta o sétimo título, recordando 1995.

Os títulos mundiais do Hóquei em Patins estão distribuídos entre apenas cinco selecções. A Inglaterra venceu a duas primeiras edições, nos anos idos de 1936 e 1939, Portugal venceu em 1947 o primeiro dos seus 16 títulos, a Espanha iniciou em 1951 a contagem dos seus 18, em 1953 a Itália venceu o primeiro dos seus quatro, e a Argentina tornou-se a última selecção a sagrar-se campeã, em 1978, mas já conta seis títulos.
Nem Espanha, nem Portugal
Entre os mais vencedores, Espanha e Portugal, contam-se 15 das 46 já concluídas em que foram conjuntamente campeão e vice-campeão, e apenas houve quatro em que pelo menos um deles não esteve nos dois primeiros lugares. Aconteceu em 1936 e 1939, nos títulos ingleses com a Itália vice-campeã, e em 1984 e 1997, em duas finais entre Argentina e Itália.
Este domingo, em Assunção, Espanha e Portugal discutem a medalha de bronze, a partir das 16h15 locais, 20h15 em Portugal continental e 21h15 em Espanha continental. E escreve-se o quinto capítulo de fugas bem sucedidas à "ditadura" luso-espanhola.
Final inédita
A partir das 19h locais, 23h em Portugal continental, o título disputa-se entre Argentina e França, numa final inédita como não se via desde 2007.
De facto, para além das cinco selecções campeãs, apenas outras três lograram ser vice-campeãs, sempre de forma singular e inusitada à realidade actual: a Bélgica (1947), os Países Baixos (1991) e a Suíça (2007).
Agora, conquistada a primeira presença na final, a França aspira a tornar-se o sexto campeão, o primeiro campeão estreante desde a Argentina em 1978.
Os franceses vivem o melhor momento da História, tendo conquistado a primeira medalha em 2022, com um bronze em 2022 que, à luz dos candidatos de então, soube a ouro.
Ainda com Fabien Savreux no comando técnico, reclamaram essa medalha Pedro Chambell, Anthony Da Costa, Carlo, Bruno e Roberto Di Benedetto e Remi Herman. A estes juntaram-se nessa página de História os agora ausentes Baptiste Bonneau, Antoine Le Berre, Mathieu Le Roux e Leo Savreux.
Chegou Nuno Lopes para o comando, e estão agora, para mais História, Tom Savreux, Stanislas Vankammelbecke, Nathan Gefflot e, principalmente, Marc Rouzé, autor de um póquer na meia-final com Portugal.
Já a Argentina terminará campeã ou vice-campeã pela 17ª vez. Procura o sétimo troféu para juntar aos de 1978 (final com a Espanha), 1984 (Itália), 1995 (Portugal), 1999 (Espanha), 2015 (Espanha) e 2022 (Portugal), nesta que será a sua quarta final consecutiva.
Com "Negro" Paez no comando técnico, tendo assumido após 2017 e estando em "passagem de pasta" para Diego Mir e Reinaldo Garcia, a Argentina chegou sempre à final, num registo de assinalar apesar de, garantido, só estar o título de 2022. Para comparação, Portugal não soma quatro finais consecutivas desde 1995.
No "elijo creer" ("escolho acreditar") dos argentinos, estará esse Mundial de 1995.
A caminhada albiceleste de 1995
Antes de ser seleccionador, José Luis Paez, "El Negro", foi, sem discussão possível, um dos melhores da História sobre patins. De albiceleste na pista, conquistou o Campeonato do Mundo de 1995 e 1999.
Aquele Mundial conquistado em 1995 tem muito de semelhante ao actual.
Também disputado na América do Sul (no Recife, Brasil), a Argentina também perdeu na estreia. Então, perdeu com Portugal, por tangencial 2-3, agora perdeu com a França, por também tangencial 1-2. Mas superaria a fase de grupos, então com dois grupos de seis equipas (apuravam-se quatro), sendo que agora bastava marcar presença na fase de grupos para chegar aos quartos-de-final.
Nos quartos-de-final, a Argentina venceu a Itália. Então após prolongamento, por 4-3, agora por 4-1. Nas "meias", a Argentina venceu a Espanha, então por 3-2, agora por 4-3 no desempate por grandes penalidades.
Na final, a Argentina reencontrou e reencontrará o "carrasco" da 1ª jornada. Então, perante uma multidão, segundo as crónicas, de seis mil pessoas no "Geraldão" (nisto, claramente, não vai haver paralelo...), a Argentina vingou essa primeira derrota com um cabal 5-1 sobre Portugal.
Ás ordens do seleccionador Miguel Gómez, sagraram-se campeões Alejandro Rodríguez, Diego Allende, Facundo Salinas, Gaby Cairo, Negro Paez, Panchito Velázquez, Raul Monserrat, Roberto Roldán, e os guarda-redes Alfred Bridge e Guillermo Hermann.
Agora, 31 anos volvidos, a França tem uma palavra a dizer. A História repete-se ou há novo campeão?
Quartos-de-final
• QF2 • Argentina 4-1 Itália • 15.Out
• QF4 • Espanha 3-0 Chile • 15.Out
• QF1 • Angola 1-5 Portugal • 15.Out
• QF3 • França 9-0 Suíça • 15.Out
5º ao 8º lugares
• Itália 2-3 Chile (1-1, 1-2 pen.) • 16.Out
• Angola 4-1 Suíça • 16.Out
Meias-finais
• França 6-3 Portugal (3-3, 3-0 prol.) • 16.Out
• Espanha 3-4 Argentina (2-2, 1-2 pen.) • 16.Out
7º e 8º lugares
• Suíça 2-4 Itália • 17.Out
5º e 6º lugares
• Angola 5-4 Chile (3-3, 2-1 pen.) • 17.Out
3º e 4º lugares
• Espanha vs. Portugal • 18.Out, 16h15
Final
• Argentina vs. França • 18.Out, 19h
Classificação final
5º Angola, 6º Chile, 7º Itália, 8º Suíça
Horários das partidas na hora local (Assunção, Paraguai). Mais quatro horas em Portugal continental.
Domingo, 18 de Outubro de 2026, 10h26
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