«Saímos perfeitamente orgulhosos»
Depois de seis vitórias, o Oeiras acabou por 'deixar' escapar um histórico troféu da Eurockey Cup de Sub-15 na derradeira partida de uma final a três exigente, mas o percurso, consequência do trabalho realizado, deixou o técnico Nuno Henriques orgulhoso.

"A conquista não era o principal objectivo. Seria uma consequência daquilo que poderíamos fazer", apontou Nuno Henriques no rescaldo da participação do Oeiras na Eurockey Cup de Sub-15. E que bela participação foi.
Na primeira fase, a equipa da Linha venceu os helvéticos do Vordemwald por 10-1, os italianos do Roller Bassano por 7-2, e o Voltregà por 6-3. Seguiram-se vitórias, já a eliminar, sobre os catalães do Blanes, por 2-1, e os italianos do Agrate, por 4-0, para carimbar a presença na final a três com Barcelona e Porto.
Oeiras e Barcelona chegaram só com vitórias à final a três, e defrontaram-se no primeiro jogo. A equipa orientada por Nuno Henriques venceu os blaugrana por 2-1, e dava um passo firme para a conquista do troféu.
Na última partida, apesar de até bastar o empate, o Oeiras não foi conservador, e acabou derrotado por 3-5. Algo que não mancha em nada estes quatro dias. "Todos querem ganhar, mas o facto de terem chegado até aqui, terem-se batido contra equipas com uma competitividade e um profissionalismo muito maior do que o Oeiras pode apresentar, só temos de estar orgulhosos", sublinhou o treinador.
Nos últimos anos, o Oeiras tem reforçado a aposta na formação. "O Oeiras tem muitos jogadores bons tecnicamente", elogiou Nuno Henriques, destacando o trabalho de Jaime Santos, mas também o de "muitas outras equipas que trabalham em Lisboa". "Os bons valores da casa mantiveram-se", sublinhou.
O treinador chegou - ou, melhor, regressou - esta época, sem promessas de conquistas. "Propus-me a muito trabalho e profissionalismo. Que cresçam, se divirtam, que se sintam orgulhosos do trabalho deles", apontou como metas.
Esta foi a segunda participação do Oeiras na Eurockey Cup de Sub-15, depois de, em 2022. então às ordens de José Carlos Califórnia, ter ultrapassado Sporting nos quartos-de-final, mas ter caído com o Benfica nas "meias".
Agora, os adversários foram complicados. "Em todos os jogos que tivemos, qualquer um podia ter ganho", realçou, sublinhando que os triunfos foram "vitórias do colectivo".
Do inusitado modelo competitivo com final a três, deixou um reparo. "O Barcelona e o Porto fazem dois jogos seguidos, mas, mesmo para quem está parado uma hora, acaba por se tornar bastante exigente do ponto de vista psicológico", observou.
Respect
Na cerimónia de encerramento, Nuno Henriques foi surpreendido com a distinção com o prémio "Respect", "respeito", um dos três pilares desta competição.
O reconhecimento apanhou o técnico oeirense totalmente desprevenido, até porque, mais do que prémios, há valores que defende e de que não abdica. "Seriedade, orgulho, estar de consciência tranquila, profissionalismo, saber que fazemos o nosso melhor. Mesmo quando há pessoas que concordam e apoiam, há também pessoas que não fazem isso", frisou. "Ou se gosta ou se odeia", constatou.
Terça-feira, 3 de Novembro de 2026, 19h52
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