Notícia

China quer atacar Mundial com portugueses

Apr 01, 2017

Esta notícia é mentira de 1 de Abril, 'Dia das Mentiras' em Portugal. Ficam as nossas desculpas pela brincadeira, mas com a expectativa que de alguma forma vos tenha arrancado uns sorrisos.

Apesar de ainda pouco ser conhecido sobre os participantes e o modelo competitivo do Campeonato do Mundo que, entre 2 e 9 de Setembro irá decorrer em Nanjing, o anfitrião já trabalha para fazer boa figura.

Com pouca tradição no Hóquei em Patins, a aposta da China é clara: um treinador e uma base de jogadores portugueses.

Como é que tal será possível? Apesar de Macau ter selecção própria - grande dominadora do Hóquei em Patins asiático, com 9 títulos continentais e actual tricampeã - o pequeno território de pouco mais de 30 km2 será a "ponte" entre a China e Portugal.

Pavilhão da Nanjing Tech University será a sede das competições de Hóquei em Patins nos World Roller Games

Macau esteve sob soberania portuguesa e a nacionalidade tinha um estatuto particular, ficando previsto à luz da Declaração Conjunta Sino-Portuguesa sobre a Questão de Macau que haveria critérios especiais na obtenção de dupla-nacionalidade (chinesa e portuguesa) para todos os que tenham nascido antes de 20 de Dezembro de 1999, data da efectivação da transferência de soberania. Ou seja, no caso, atletas que não completem 28 anos até 20 de Dezembro deste ano.

Pelas regras internacionais, será também condição que os jogadores estejam há pelo menos três anos sem representar a selecção portuguesa (ou qualquer outra), mas tal não deverá ser impeditivo do treinador nomeado formar uma selecção forte e competitiva.

O objectivo será ter até sete jogadores de origem portuguesa, completando o grupo alguns locais, para - com resultados - atrair jovens a acompanharem a selecção numa primeira fase e a aderirem à mesma posteriormente.

Quem para treinar?

O presidente da Federação Chinesa de Patinagem, Liu Guoyong, já encetou contactos com diversos treinadores portugueses e a questão de quem orientará a China no Campeonato do Mundo ficará decidida até à Final Four da Liga Europeia, que se realiza a 13 e 14 de Maio. Aos orgãos de comunicação do seu país, Liu Guoyong afirmou querer "anunciar o treinador num palco grande do Hóquei em Patins", apontando à decisão da principal prova de clubes.

A China está arredada das grandes provas desde 2004, apesar da participação nos "Asiáticos" de Macau e Taiwan, territórios sob a sua jurisdição.

Para já, está definido o perfil, sendo desejado um treinador que seja um nome sonante na modalidade, com um passado rico enquanto jogador, conhecedor do Hóquei em Patins actual e que tenha estado ou esteja no activo esta temporada. Meramente no campo especulativo, poderão reunir tais características Tó Neves (Oliveirense), Paulo Alves (que deixou a Sanjoanense em Janeiro) ou até Paulo Almeida, da equipa feminina do Benfica. Fundamental será também a capacidade do técnico escolhido em reunir um grupo valoroso que, consigo, queira defender as cores chinesas e dar um novo impulso à modalidade no maior mercado populacional do Mundo.

A selecção chinesa já tem concentração e estágio agendado para Lisboa entre os dias 24 e 30 de Julho, partindo depois para Nanjing onde trabalhará durante todo o mês de Agosto.

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