Europeu '14

Empate soube a pouco

Jul 22, 2014

No final da partida com a Espanha e do campeonato da Europa, Luís Sénica mostrou-se frustrado com o desfecho que ditou o título italiano.

“Portugal mostrou efectivamente que podia ter vencido este Campeonato da Europa”, afirmou o seleccionador português em conferência de imprensa.

“O jogo de ontem acaba por ser extremamente penalizante para nós. Efectivamente as contingências - as tais 6 bolas paradas, toda a polémica à volta dos marcadores - se nós as temos concretizado, não existiam”, constatou. “Eu já vos dei os números do trabalho que foi feito dentro dos microciclos e por aí não se pode dizer que não se trabalhou e que não se apostou nos jogadores certos para o fazer, mas é como tudo…”, lamentou, sempre com a partida com a Itália ainda fresca na memória. “O Valter Neves é que tem a percentagem mais alta de sucesso nos treinos”, reforçou.

“Hoje também tivemos bolas paradas e falhámos. Marcámos uma, mas enfim… Vamos valorizar o que é valorizável. A equipa, depois de um grande soco no estômago, soube reagir, soube mostrar a sua qualidade, soube mostrar a sua presença em Espanha e soube, de alguma forma, retirar o título à Espanha que se preparava para somar o oitavo consecutivo e não conseguiu pelo jogo que Portugal fez na pista”, orgulhou-se.

Pese a Selecção Nacional não jogar para o título, apresentou-se determinado frente à Espanha. “Uma coisa importante também é que nós somos pessoas honradas. Quer dizer que jogámos pela verdade desportiva e jogámos para ganhar. Podíamo-nos ter acomodado, mas não, jogámos para ganhar”, sublinhou.

Barreiros esteve em bom plano frente à Espanha.

Ricardo Barreiros jogou poucos minutos frente à Itália mas surgiu forte frente à Espanha, contra jogadores que bem conhece de três anos no país vizinho. “Ricardo Barreiros fez parte do cinco inicial nos dois primeiros jogos mas nos dois jogos seguintes, por estratégia e por gestão, não fez e hoje apareceu em grande no jogo. Esta equipa impõe-se pela rotatividade e pelo trabalho que faz entre todos os jogadores”, esclareceu Luís Sénica.

“O cinco base, ou aquilo que gostam de chamar de cinco base, não existe. O hóquei hoje é um hóquei mais veloz, mais intenso. As regras abriram o jogo e a dinâmica é mais alta. Este jogo hoje foi um jogo diabólico. Só é possível manter estes ritmos porque ambas as equipas disputaram o jogo pelo jogo e ambas precisavam de ganhar, mas também pela rotatividade que fizeram, por aquilo que impuseram das suas estratégias, pelo que fizeram ao rodar o banco”, analisou. “Se os jogadores não estivessem preparados, não havia estas respostas. Na minha perspectiva, enquanto treinador não me preocupa ter um cinco base, preocupa-me ter 10 jogadores disponíveis e identificados com o modelo de jogo e foi isso que trouxemos até aqui”, concluiu.

Depois de apupado na véspera pelos italianos, Luís Viana marcou um golo decisivo para a "Squaddra Azzurra".

Aos 38 anos, Luís Viana somou mais uma grande competição e apontou um golo – de grande penalidade – frente à Espanha na última partida. A exibição da Selecção agradou ao avançado vianense. “Demos um bom espetáculo e foi pena não termos conseguido chegar mais longe”, referiu, aludindo ao título perdido.

“O esforço e a aplicação de todos os jogadores estavam lá. Tivemos uma pontinha de azar em alguns lances e a Espanha, também com o público a ajudar e com a excelente equipa que tem, tem mérito pelo que fez mas, de qualquer forma, acho que nós fomos a melhor equipa em campo”, afirmou.

Apesar da boa exibição que afastou a Espanha do título, o terceiro lugar soube a pouco. “Estou muito desiludido. Faltou ganhar. Era esse o nosso objectivo”, vincou.

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