Notícia

Eleições a 15 de Dezembro

Oct 27, 2018

Foto de capa: Federação de Patinagem de Portugal

No seguimento da já noticiada - e confirmada - renúncia de Fernando Claro ao cargo de presidente na Assembleia-Geral realizada este sábado, a Federação de Patinagem de Portugal anunciou a data de 15 de Dezembro para a realização da Assembleia-Geral electiva de todos os órgãos.

Assembleia-Geral, Direcção, Conselho de Justiça, Conselho de Disciplina, Conselho de Arbitragem e Conselho Fiscal terão novos rostos – ainda que em alguns órgãos possa haver continuidade – mas será sobre a posição de Presidente, eleito em lista própria, que os holofotes incidirão.

Em 2004, Fernando Claro concorreu sozinho. O mesmo aconteceria em 2008, 2012 e 2016.

Tal não terá sido por consenso entre os demais agentes da modalidade, muito dada a tricas e críticas, mas, na “hora H”, fica sempre a faltar a confirmação de outras candidaturas ou o receio de ir “contra” uma lista encabeçada por Fernando Claro, tida como imbatível.

Agora, sem Claro na corrida, que candidatos se perfilarão para um mandato que será necessariamente curto, tendo de haver novas eleições em 2020, e em que as listas terão de ser apresentadas até 15 de Novembro, 30 dias antes da data da eleição, como determina o regulamento?

Quem pode ir a jogo?

A apresentação de cada lista, para ser efectivada, precisa de ser subscrita por 10% dos delegados à Assembleia Geral, ou seja, pelo menos 7 dos 61 que depois decidirão em votação o rumo desta Federação. Mas tal será o último passo rumo à candidatura.

Desde logo, há requisitos para cada candidato – a Presidente ou para integrante de qualquer órgão – que é necessário garantir e que são enumerados no ponto 1 do Artigo 6º do Regulamento Eleitoral. Sendo necessários cumprir todos, os requisitos são os seguintes:

a) Seja pessoa singular;

b) Seja maior de dezoito anos;

c) Tenha nacionalidade portuguesa;

d) Tenha residência em território nacional;

e) Não seja devedor da Federação de Patinagem de Portugal;

f) Não esteja afectado por qualquer incapacidade de exercício;

g) Não tenha sido condenado por infracções de natureza criminal, contra-ordenacional ou disciplinar em matéria de violência, corrupção, dopagem, racismo ou xenofobia, até cinco anos após o cumprimento da pena;

h) Não tenha sido condenado por um crime punível com pena de prisão de duração mínima de um ano, até cinco anos após o cumprimento da pena;

i) Não tenha sido condenado por crimes praticados no exercício de funções em qualquer modalidade desportiva, até dez anos após o cumprimento da pena;

j) Não tenha sido condenado por crimes praticados no exercício de cargos de dirigentes em quaisquer federações desportivas ou por crimes contra o património destas, até cinco anos após o cumprimento da pena.

Os Presidentes da FPP

Fernando Claro deixará a FPP depois da segunda presidência mais longa da história no organismo que superintende todas as disciplinas da Patinagem (num âmbito muito para além do Hóquei em Patins), apenas aquém do de José Castel-Branco, presidente ao longo de 22 anos, entre 1971 e 1993.

A Federação de Patinagem de Portugal – anteriormente Federação Portuguesa de Patinagem – foi fundada em 1933 e teve, ao longo dos seus já 85 anos de história, 12 presidentes. A saber:

• Gaudêncio Costa (1933 a 1936)

• Victor Lemos (1936 a 1939)

• Severino Freire (1939 a 1941)

• Cap. Santos Romão (1942 a 1954)

• Tito Moreira Rato (1955 a 1965)

• Alberto Mesquita (1966 a 1967)

• António Ribeiro Ferreira (1968 a 1969)

• Nelson Soromenho (1970 a 1971)

• José Castel-Branco (1971 a 1993)

• Paulo Gama (1993 a 1994)

• Carlos Sena (1994 a 2003)

• Fernando Claro (2003 a 2018)

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