Notícia

A Intercontinental de Reinaldo Garcia?

Dec 16, 2018

O Porto defronta esta noite, a partir da meia-noite, o Barcelona na decisão da Taça Intercontinental.

Para os azuis-e-brancos, esta é a primeira hipótese de conquistar um título que os blaugrana já conquistaram por cinco vezes, ainda que a “oficialidade” da primeira, em 1983, seja posta em causa.

A última vez que o Barcelona conquistou este troféu foi em 2014, frente ao Petroleros. No plantel às ordens de Ricard Muñoz estavam então Marc Torra e Xavi Barroso (ambos agora na Oliveirense) e Raul Marin (agora no Sporting), e ainda Reinaldo Garcia.

No entanto, o agora jogador do Porto, lesionado, acabaria por não alinhar, jogando no seu lugar um jovem Nil Roca. Nil, que, entretanto, foi “ali” a Noia, sagrou-se campeão do Mundo e da Europa, e regressou este ano ao Barcelona.

Em 2014, Reinaldo Garcia [à esquerda] falhou a decisão, lesionado

O sanjuanino Reinaldo Garcia nasceu em 1983, no ano da primeira Taça Intercontinental, e o troféu é o único. Na Europa representou Porto – onde chegou com 18 anos -, Liceo e Barcelona, afirmou-se como um dos melhores jogadores de sempre, mas só teve oportunidade de disputar o título no tal ano de 2014, sendo traído por uma lesão.

De azul-e-branco, o internacional argentino esteve em três finais consecutivas da Liga Europeia, e não conseguiu evitar a sina de finais perdidas que os dragões tentam agora, mais uma vez, contrariar. “Nalo” e o Porto seriam derrotados em 2004 e 2005 pelo Barcelona e veriam o Follonica vencer em 2006, na única Final Four da história decidida em todos-contra-todos.

Na meia-final desta Intercontinental, Reinaldo assinou o sexto golo portista depois do Leonardo Murialdo ter empatado a cinco golos a cinco minutos do fim.

De resto, as finais europeias perdidas para o Barcelona já têm quase contornos de maldição. Já este ano, Porto e Barcelona encontraram-se para mais duas decisões, e ambas voltaram a terminar com títulos para os blaugrana. Se na final da Liga Europeia, o Barcelona venceu por 4-2, na final da Continental, disputada em Barcelos, até a lotaria das grandes penalidades foi madrasta, depois de um empate a três no tempo regulamentar.

Tentando pôr de lado a dita “maldição”, esta não será uma final europeia, mas sim uma final mundial. E Reinaldo Garcia tem, finalmente, aos 35 anos, oportunidade de juntar o troféu que falta ao seu recheado currículo. Por ironia do destino, a oportunidade surge na terra que o viu nascer e de onde partiu há 17 anos, para espalhar magia - e ganhar títulos - nos palcos europeus.

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