Notícia

'Chicote' estala na OK Liga

Jan 23, 2021

Na luta pela manutenção na OK Liga, o Vendrell tomou uma decisão pouco vista na principal competição do país vizinho e fez "estalar o chicote", terminando a ligação com o treinador Josep Delriu. #Mercado #OkLiga

É raro o "chicote" estalar na vizinha OK Liga, numa estranha diferença de mentalidades. Mas, por vezes, estala. E, desta feita, Josep Lluis Delriu foi a vítima.

Em ano de regresso à OK Liga, o Vendrell começou bem, com dois empates e uma vitória. À quarta jornada, caiu no Palau Blaugrana. Os empates com Lloret e os mais cotados Noia e Girona ou a vitória sobre um Voltregà que estará na Taça do Rei não foram suficientes para segurar Delriu.

Com duas vitórias, cinco empates e sete derrotas, o Vendrell chegou a Delriu para se colocar termo a uma ligação que vinha desde Fevereiro de 2019.

Delriu pegou na equipa na OK Liga, numa situação complicada, e já não foi a tempo de evitar a descida. Na pretérita temporada, venceu a Copa de la Princesa (análoga à Taça do Rei mas para equipas da "segunda divisão") e liderava a Zona Sul da OK Liga Plata com 12 vitórias, três empates e apenas uma derrota em 16 jogos e seria premiado - tal como o Mataró - com o regresso à OK Liga, num alargamento a 16 equipas.

Delriu esteve em duas finais da CERS frente a portugueses, ambas pelo Vilanova. Venceu, como jogador, frente ao Candelária em 2007 e perdeu, já como treinador, frente ao Benfica em 2011.

Numa temporada em que quatro equipas descem directamente, o Vendrell é terceiro a contar do fim (14º), a dois pontos do 11º e 12º lugares, que valem uma última oportunidade de manutenção num "playoff". Com 16 jogos por realizar está tudo em aberto.

Sem reforços significativos no defeso, chegou agora por empréstimo do Reus o jovem Pablo Del Rio. Deverá estrear-se, na estreia do técnico Xavi Ferrer, que era adjunto, este sábado, frente ao Lleida.

Há 10 anos, o Vendrell era um ilustre desconhecido. Foi catapultado para anos dourados por Guillem Cabestany (2010/14) com a conquista de duas Taças do Rei, uma Taça CERS e a presença na Final Four da Liga Europeia.

Manteve um projecto sólido sob a alçada de Pere Varias (2014/15) e Guillem Perez (2015/16), com novas presenças na elite da Liga Europeia. Mesmo com Jordi Garcia (2016/17), que operou uma revolução no plantel, a equipa mantinha respeito. Depois perdeu referências, desmembrou-se, e procura reconstruir-se...

Paciência "pandémica"

Em Portugal, a temporada que começou sob o signo da CoViD-19 ainda só teve uma "chicotada". Com os objectivos das equipas de topo adiados para um playoff, as derrotas na fase regular acabam por não ter o mesmo peso nas acções dos dirigentes. E, sem público, não há eco próximo da exigência dos adeptos.

Na luta pela manutenção, haverá mais paciência, mais tolerância por uma época de circunstâncias atípicas.

Com meio campeonato cumprido, o chicote ainda só estalou em Braga, quando Hugo Azevedo - que chegara no defeso - saiu no início de Dezembro.

Sucedeu-lhe Tó Neves, que - por pausas festivas e adiamentos - ainda só foi duas vezes a jogo para o Campeonato, ambas na última semana. Com compromissos complicados, empatou em Valongo (3-3) e perdeu na Luz (5-1).

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