Notícia

Portugal sagra-se bicampeão do Mundo de Sub-20

Sep 27, 2015

Numa emotiva final, Portugal venceu a Espanha por 4-3 na decisão por grandes penalidades e assegurou o terceiro título mundial de sub-20 na história das sete edições da prova.

O pavilhão Isaac Gálvez em Vilanova encheu para assistir ao Clássico entre Espanha e Portugal. E se em emoção o jogo não defraudou as expectativas, o desfecho deixaria desolada a maioria dos presentes.

A Espanha marcou primeiro

A Espanha entrou mais forte no jogo e dispôs de uma soberana ocasião para se adiantar aos quatro minutos e meio. Gonçalo Nunes rematou contra a caneleira de Ferran Font e teve de o travar em falta para evitar o contra-ataque, vendo o cartão azul. O guarda-redes Pedro Freitas, determinante nas “meias” e nesta final, evitou que o golo surgisse no livre directo mas, com Portugal em inferioridade numérica, não evitou que Roger Acsensi colocasse mesmo os espanhóis na frente.

Portugal procurou reagir mas iria para o descanso em desvantagem.

Na primeira houve muitas situações - e poucas faltas assinaladas - no ataque de Portugal

Na etapa complementar, não faltou emoção ao jogo, em crescendo com o passar dos minutos. Portugal ameaçava o empate mas o golo tardou. A oito minutos do apito final, Álvaro Morais não conseguiu repetir o feito da véspera de livre directo, e foi preciso esperar até aos últimos três minutos para desfeitear Martí Serra. Numa jogada rápida, Gonçalo Nunes rematou de primeira para o empate a uma bola.

Portugueses festejam o empate por Gonçalo Nunes

Herói no empate, o benjamim da equipa podia ter sido herói a dobrar ainda no tempo regulamentar. Com minuto e meio para jogar, a Espanha cometeu a 15ª falta mas Gonçalo Nunes não conseguiu transformar o livre directo em golo. Logo no seguimento do lance, foi apitada a 10ª falta lusa. Desta feita, quem vestiu o fato de herói da selecção das quinas foi o guarda-redes Pedro Freitas, negando o golo a Ignacio Alabart.

Pedro Freitas nega o golo de livre directo a Alabart

O empate a uma bola levou o jogo para prolongamento. Apesar de ter estado longe de ser um tempo extra com muitas cautelas, o golo de ouro não surgiu, e a decisão ficou para a lotaria das grandes penalidades.

“Atiraram” primeiro os espanhóis mas foram os portugueses que entraram certeiros. Duas defesas de Pedro Freitas foram enaltecidas com os golos de Miguel Vieira e Gonçalo Nunes que pareciam decidir a contenda. Mas um Clássico não se decide facilmente. A Espanha marcaria os dois seguinte e brilharia então Martí Serra a defender, deixando tudo igual para a última grande penalidade. Pedro Freitas defendeu o remate de Ferran Font e Diogo Casanova, na única vez que tocou na bola nesta final, deu o ouro a Portugal.

Diogo Casanova foi o herói na última grande penalidade

Este é o terceiro título Mundial de Sub-20 para Portugal (2003, 2013 e 2015), igualando o registo da Espanha (2007, 2009 e 2011). E é o quarto ano consecutivo que os portugueses conquistam o título do escalão em disputa, alternando dois europeus e dois mundiais.

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