Uma Liga Europeia (quase) como antes

Uma Liga Europeia (quase) como antes
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Apesar da veemente tomada de posição, os clubes da EHCA dão um passo atrás e encontrar-se-ão a "meio caminho" com a World Skate Europe para participarem na oficial Liga Europeia. #LigaEuropeia

No anúncio do novo patrocinador da sua equipa, Mònica Balsells, presidenta do Reus, revelou que as equipas da constituem a Associação Europeia de Clubes (EHCA), afinal, participarão na Liga Europeia.

No final de Julho, a EHCA anunciava que as suas equipas não se iriam inscrever na Liga Europeia, o que depauperia claramente a mais importante prova europeia (e mundial) de clubes.

Apesar da veemência da declaração, a EHCA deixava em aberto a possibilidade de entendimento, mostrando que o comunicado acabava por ser, mais do que uma posição de força, "apenas" uma forma de pressão.

A World Skate Europe (WSE) não cedeu. Anunciou as inscrições válidas para a prova (cinco, contando-se o Forte, sócio da EHCA) e que convidaria algumas das equipas inscritas na Taça WSE para se juntarem à Liga Europeia.

Num inusitado "mais vale torcer que quebrar", foram (outra vez) encetados contactos e reuniões, adiando sucessivamente os compromissos da WSE com os clubes que cumpriram prazos e obrigações, até que se terá chegado a uma solução de compromisso.

Participantes

Os clubes da EHCA formalizarão a sua inscrição na nova edição da Liga Europeia, ainda que tal pouco abone quanto à credibilização da modalidade que advogam. Serão inscrições fora dos prazos definidos e com "benefícios de sócio" - ainda que a EHCA não seja uma organização reconhecida - para Oliveirense (5º na I Divisão) e Noia (6º na OK Liga), que não conquistaram o direito desportivo à participação desportiva na Liga Europeia.

A edição 2021/22 da Liga Europeia deverá assim contar com os portugueses Benfica, Oliveirense, Óquei de Barcelos, Porto e Sporting, os espanhóis Barcelona, Noia, Liceo, Reus, Caldes, os italianos do Forte e os franceses do Saint-Omer, todos sócios da EHCA. A que se poderiam juntar-se os suíços do Diessbach, os franceses do La Vendéenne e os italianos do Lodi e Trissino que, tal como o Forte, se inscreveram no prazo legal na Liga Europeia.

A WSE-RH deverá anunciar em breve participantes e modelo da Liga Europeia para 2021/22.

Tal completaria o propalado lote de 16 equipas, ainda que a exigência do novo calendário (ainda desconhecido) possa levar a alguma "desistência", sendo que nas mãos da World Skate Europe estarão agora mais inscrições devidamente formalizadas após convite para ocupar as vagas em aberto. Por exemplo, o Tomar, cumpridos os trâmites requeridos pelo organismo que supervisiona o Hóquei em Patins europeu, anunciou nas suas redes sociais a participação na mais importante das provas da modalidade.

Final Eight no horizonte

Sendo já muito badalada a constituição de dois grupos de oito equipas, tal "obrigará" cada equipa à realização de 14 partidas em vez das habituais seis na primeira fase, que deverá ser jogada às quintas-feiras. Para a decisão do novo campeão, o Canal Reus TV avança que a Liga Europeia desta temporada culminará numa Final Eight.

Estarão previstos dois grupos de oito equipas na primeira fase, com decisão do título em Final Eight.

Tal seria o regresso a um modelo de decisão adoptado em 2009 (em Bassano), 2011 (em Andorra) e 2012 (em Lodi), tendo pelo meio sido disputada uma Final Six, em 2010, em Valdagno. As Final Eight foram realizadas em eventos de quatro dias, com os quartos-de-final no dois primeiros dias (dois jogos em cada dia), as meias-finais no terceiro e a decisiva final no derradeiro.

Reconhecimento ou ruptura

De ameaça de ruptura em ameaça de ruptura, a EHCA, pelas palavras de Mònica Balsells, lançou mais uma para a mesa.

Em Novembro haverá Assembleia-Geral da World Skate em que deverá ser considerado nos estatutos o reconhecimento oficial da EHCA (e também da UERH).

Caso a EHCA seja reconhecida, apostará na co-organização da Liga Europeia (nunca abordou qualquer outra prova) com os actuais organismos. Caso não haja reconhecimento, haverá o tal afastamento já "prometido" na última edição da Liga Europeia e em Julho último. Poderá, à terceira, ser de vez?

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