«Anúncio ainda com mais antecedência»

Orlando Panza, 'chairman' da WSE-RH, preconiza o anúncio antecipado (e ainda com mais antecedência) dos locais da Final Four. Terá sido a Final Four da Taça WSE um caso de sucesso?

«Anúncio ainda com mais antecedência»

Em Paredes, Orlando Panza "presidiu" pela primeira vez à organização de uma Final Four europeia, depois de ter tomado posse como "chairman" do comité-técnico europeu em Janeiro último.

Num modelo que o dirigente português preconiza, o Comité-Técnico europeu (WSE-RH) antecipou o anúncio do local da Final Four da Taça WSE e, com o afastamento da Juventude de Viana nos quartos-de-final, a decisão da prova, em Paredes, não teve qualquer equipa do país anfitrião.

Para Orlando Panza, o caso de Paredes foi um sucesso, num balanço "altamente positivo", quer organizativo, quer desportivo - "com jogos equilibrados e emotivos" - e o modelo de anúncio antecipado é para aplicar no futuro e deseja que aconteça ainda com mais antecedência, permitindo a todos os intervenientes preparar os momentos de decisão com mais tempo. Tal, apesar de procurar ser indiferente aos finalistas, não significará só por si levar as decisões a palcos menos comuns. Segundo Panza, haverá novidades em breve.

Nesta primeira organização alheia aos participantes, repartida entre World Skate Europe e Câmara Municipal de Paredes, notou-se claramente falta de divulgação a várias escalas a partir do "epicentro" do Multiusos.

A nível de público, a distância era um entrave natural. Paredes dista, por estrada, cerca de 900 km de Lleida (o mais próximo) e mais de 2100 km de Valdagno (o mais distante). Sendo os semifinalistas definidos a 9 de Abril, a compra de vôos a 14 dias do evento também não seria para qualquer bolso...

Acessível era o preço dos bilhetes - a três euros por jogo (compare-se com os 15 euros do final da Taça de Portugal...) - mas o anúncio das condições de venda tardou. Não foi divulgado pela World Skate Europe e vários adeptos queixavam-se de um "ping pong" entre o organismo desportivo e a edilidade local, sendo finalmente conhecida a venda dos bilhetes a dois dias das meias-finais, no site camarário. Que, certamente, não será o mais visitado pelos adeptos da modalidade...

Para uma competição europeia, estranhou-se a falta de venda de bilhetes online, que aconteceu, por exemplo, para a Taça de Portugal, e o cenário nas bancadas nas meias-finais foi desolador. Valeu a animação das falanges de apoio de Follonica e Calafell, que tiveram como prémio a presença na final.

Saindo do perímetro do pavilhão, faltou divulgação local. Negócios locais, mesmo com responsáveis ligados à modalidade, queixavam-se de não ter sabido do evento. E de não haver anúncios nas proximidades, quando a zona do pavilhão até é uma zona de escolas, de passagem diária de inúmeras pessoas em geral e de adeptos do desporto e da modalidade em particular.

Ficaria também a faltar presença e eco dos principais órgãos de comunicação social, nomeadamente portugueses. Mesmo sabendo-se que a ausência dos "açambarcadores" do futebol condiciona as decisões editoriais dos diários A Bola, O Jogo e Record, a ausência destes e o eco que deram a esta decisão europeia foi confrangedora.

Responsabilidade dos próprios? Sem dúvida. Responsabilidade também da organização? Indubitavelmente.

Este fim-de-semana, realiza-se a Final Four da Taça da Liga Feminina, num paradigma diferente, com uma das equipas - e, consequentemente, a comunidade - fortemente envolvida, não dando para considerações adicionais. Já a Final Four de Torres Novas, com a organização novamente assumida pela World Skate Europe, em parceria com a edilidade local, volta a ser um teste ao "modelo", que pode ser beneficiado com a presença de duas equipas portuguesas.

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