A revolução francesa está em curso e afastou Espanha do Mundial

Depois de ter forçado a prolongamento na final do Europeu, a França afastou a Espanha do Mundial. A selecção gaulesa justificou ter sido colocada por Cabestany como uma das favoritas e, nunca tendo estado a perder, ganhou nas grandes penalidades.

A revolução francesa está em curso e afastou Espanha do Mundial

No Campeonato da Europa, os gauleses ficaram de rastos com a derrota no prolongamento da final frente à Espanha. Agora, depois de um empate a três no tempo regulamentar e de novo empate, com um golo para cada lado no prolongamento, a França venceu a Espanha nas grandes penalidades.

É uma França que já não teme ninguém. Na primeira fase perdeu com Portugal, abdicando cedo de disputar o resultado, e empatou com a Itália, pese ter estado a vencer por 4-2.

"Condenada" a jogar os quartos-de-final frente à Espanha, na reedição da final do último Campeonato da Europa, a vice-campeã europeia adiantou-se aos sete minutos, por Carlo Di Benedetto.

Espanha e França são campeão e vice-campeão europeus e Cabestany não hesitou em colocar os gauleses num lote de cinco candidatos (com Argentina, Espanha, Itália e Portugal) ao título Mundial.

A selecção espanhola foi em busca do empate, mas esbarrava numa excelente exibição de Baptiste Bonneau, eleito melhor entre os postes em Paredes. "La Roja" igualaria de livre directo, com Ferran Font a ser eficaz, mas os gauleses terminariam os primeiros 25 minutos na frente, com Roberto Di Benedetto a marcar na sequência de uma grande penalidade.

A segunda parte começou praticamente com novo golo francês, com Carlo novamente a bater Sergi Fernandez. E a diferença de dois golos dava sentido único ao jogo.

A França tinha equilibrado a partida na primeira metade, mas a sua rotação com apenas dois jogadores do banco (Le Roux e Da Costa, e por poucos minutos) sobrecarregava os três irmãos Di Benedetto e Remi Herman. Bonneau continuava a brilhar e, à entrada dos últimos dez minutos, sentia-se nos suspiros do pavilhão uma preferência pelos franceses. Mas tantas vezes o cântaro foi à frente que acabou por quebrar... a resistência de Bonneau. Pau Bargalló reduziu para a margem mínima a seis minutos do final.

Sem conseguir voltar a marcar, Cabestany arriscou num ataque a cinco nos dois minutos finais. Teve tudo para correr mal quando Bruno lançou da sua área e a bola não passou longe da baliza vazia contrária, mas, no seguimento do lance, Ferran Font rematou forte para o 3-3 que levava o jogo para prolongamento.

Desde 1991, no Porto, que a Espanha não ficava fora dos quatro primeiros num Campeonato do Mundo. Então, Portugal foi campeão e a Holanda (!) vice-campeão.

No tempo extra, a Espanha foi mais dominadora, explorando o cansaço gaulês, mas não houve golos na primeira metade. Na segunda, Roberto Di Benedetto marcou do meio da rua para a festa francesa, mas, um minuto depois, Pau Bargalló adiava as festividades... por 10 grandes penalidades.

Na "lotaria" dos penáltis, Remi Herman marcou logo o primeiro. E foi suficiente. A França não marcaria mais nenhum, fosse por Roberto Di Benedetto, Antoine Le Berre, Carlo Di Benedetto ou Bruno Di Benedetto, mas Baptiste Bonneau parou todos os remates dos espanhóis Pau Bargalló, Xavi Barroso, Ferran Font, Dava Torres e Toni Pérez.

Nas meias-finais, a França defrontará o vencedor do jogo entre Portugal e a Alemanha.

Poule de promoção

• P1 • Moçambique 2-3 Alemanha • 10.Nov

• P2 • Chile 5-1 Colômbia • 10.Nov

Quartos-de-final

• QF1 • Portugal vs. Alemanha • 10.Nov • 19h30 (22h30 PT)

• QF2 • Espanha 4-5 França (3-3, 1-1 prol, 0-1 pen) • 10.Nov

• QF3 • Argentina vs. Chile • 10.Nov • 22h

• QF4 • Angola 4-5 Itália • 10.Nov

Meias-finais

• MF1 • Vencedor QF1 vs. França • 11.Nov • 19h30

• MF2 • Vencedor QF3 vs. Itália • 11.Nov • 22h

Final

Vencedor MF1 vs. Vencedor MF2 • 13.Nov • 20h30

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