«Temos de trabalhar mais e melhor para podermos chegar àquilo que ambicionamos»

No comando da 'canarinha' desde 2018, Didi reconhece como justo o 5º lugar no Campeonato Intercontinental, estando agora no Brasil a 'semear' para 'colher' daqui a uns anos. Faltou continuidade, depois de uma brilhante geração.

«Temos de trabalhar mais e melhor para podermos chegar àquilo que ambicionamos»

Já na fila para o avião de regresso a casa, Jurandyr Silva ("Didi") fez o balanço da participação da selecção brasileira no Campeonato Intercontinental, uma espécie de Mundial "B".

À frente da "canarinha" desde 2018, Didi confidencia que havia a "ilusão de entrar nos quatro primeiros", mas reconhece um justo 5º lugar perante "falta de condições hoquísticas e físicas" para ombrear com outras selecções melhor preparadas.

Este campeonato serviu para expôr fraquezas, que podem e devem ser trabalhadas. "Temos de trabalhar mais, temos de trabalhar melhor, para podermos chegar àquilo que ambicionamos", aponta o seleccionador, identificando desde logo o que correu mal...

O técnico recorda nomes como os de Leandro Wada ("China") e Michel Zanini para além de Alan Karam ou Cacau que, com o próprio Didi, lograram um histórico 4º lugar em Vigo, em 2009. Era o ponto alto de uma geração brilhante. Mas, entretanto, "ninguém plantou".

Houve um fosso depois destes grandes nomes e, agora, Didi tenta trabalhar uma nova "safra desde a raiz" no seu clube, o Clube Internacional de Regatas (recentemente coroado campeão brasileiro), e garante que já há qualidade entre os 10 e os 13 anos, apontando a uma boa base para que uma selecção jovem - haja estrutura de suporte que o permita - possa surgir daqui a quatro ou cinco anos no palco mundial.

Neste Campeonato Intercontinental, o Brasil só logrou vencer Israel, por 3-6, na fase de grupos (perdeu frente às melhor preparadas Suíça, por 3-6, e Colômbia, por 4-7) e o cruzamento para os "quartos" ditou um embate com Andorra.

A clara vitória andorrana por 4-0 relegou os brasileiros para a disputa do 5º lugar, que conseguiria, com vitórias - ambas por 5-2 - sobre Austrália e Áustria.

Diego Dias, com nove golos, seria o destaque entre os brasileiros. O jogador de 27 anos cumpriu parte da sua formação no Benfica e representou, já como sénior, o Paço de Arcos. Rumou em 2017 a França, primeiro para o Fontenay e desde 2018 - com um hiato em 2021/22 - no Noisy.

Didi

Em 2016, Didi regressou de vez ao Brasil, 27 anos depois de ter embarcado para a aventura europeia. Em 1989, chegou para representar a Juventude de Viana. Três anos depois, estava de dragão ao peito. Representou o Porto entre 1992 e 1997, dando o salto para o Barcelona.

Vestiu a camisola blaugrana em apenas uma temporada, representando depois os também espanhóis do Alcobendas. Regressaria a Portugal, para a Oliveirense, onde estaria até 2007. Num fechar de "círculo" europeu, voltou à "sua" Juventude de Viana, onde se despediria dos palcos do Velho Continente em 2011, jogando até quase completar 41 anos e inclusivamente treinando interinamente os vianenses.

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