Semeado em Riba d'Ave, colhido em Valongo
O Valongo conquistou a WSE Trophy, segundo troféu internacional da sua História, num triunfo que começou a ser forjado em Riba d'Ave, por onde passou o capitão e de onde, no último defeso, chegou toda uma equipa técnica e os autores dos quatro golos da final.

São duas terras de Hóquei em Patins, com um orgulho muito próprio que recusa comparações seja com quem for. Mas há um fervor, entre o "Orgulho, Raça e Tradição" e o "Inferno das Tílias" que une Valongo e Riba d'Ave. E, agora, também a conquista da WSE Trophy.
Na primeira participação de uma equipa portuguesa na WSE Trophy, o Valongo reclamou o troféu, com um notório cunho ribadavense.
Na pretérita temporada, Valongo e Riba d'Ave terminaram a fase regular com os mesmos 29 pontos. Com uma vitória por três golos para cada equipa, o Riba d'Ave "ganhou" a presença na WSE Cup por vantagem no saldo global de golos, ao passo que o Valongo foi relegado para a WSE Trophy.
No defeso, muito mudou. No banco valonguense, a António Costa (sr. Dino), permanente alma e coração da equipa, juntou-se a equipa técnica que era do Riba d'Ave.
Não apenas Raul Meca, mas também - na fidelidade do treinador a um princípio - Eduardo Paiva (preparador-físico), Ricardo Nogueira (treinador de guarda-redes) e Luís Parente (psicólogo), bem como Horácio Ferreira, treinador principal nas fichas de jogo do Campeonato Placard porque Meca tem provas dadas, mas não tem o exigido nível III.
Para Meca, foi um regresso a casa. Natural de Valongo, deixaria o comando técnico nas camadas jovens valonguenses em 2020 para cinco temporadas em Riba d'Ave à frente da equipa principal. Desceu, subiu, manteve-se, garantindo a permanência três anos consecutivos, inédito na História do clube. Como inédita foi a ida ao play-off pelo título. E fez também História na Europa.
Raul Meca Liderou os ribadavenses na sua estreia nas provas europeias, numa Final Eight (a sete) na WSE Cup, na primeira temporada, e foi à Final Four da WSE Cup na última. Então, há um ano, "caiu" na meia-final. Agora, aos 37 anos, tem renovação anunciada pelo seu Valongo por mais uma temporada.


Na mudança para Valongo, Meca levou a sua equipa técnica e também dois jogadores que têm sido decisivos. Por exemplo, ao dividirem os quatro golos da final frente ao Noisy.
Franco Pósito esteve as últimas três temporadas com Meca no Riba d'Ave. Em 2019, o argentino que conta agora 25 anos, chegou à Europa, para representar o Correggio em duas temporadas. Em 2021, mostrou-se ao Hóquei em Patins português ao serviço do Alenquer para, apenas um ano volvido, rumar ao Parque das Tílias.
Na época passada, foi o 6º melhor marcador na fase regular do Campeonato Placard, com 26 golos. Este ano, com seis jogos para somar mais golos, já leva 25, apenas aquém de quatro goleadores. Na WSE Trophy, ninguém marcou mais do que os seus nove golos. E marcou nos quatro jogos da caminhada valonguense, bisando em três e assinando um hat-trick noutro, na meia-final.
Rui Silva, "Folhetas", esteve nas últimas duas temporadas em Riba d'Ave e, em Valongo, já foi anunciado até 2027. Formado no Campo e Óquei de Barcelos, representou Os Limianos em 2016/17 na subida a sénior, estando depois cinco temporadas no Famalicense. Deu um passo atrás em 2022, de regresso a'Os Limianos na III Divisão, e marcou 56 golos em 26 jornadas na Zona Norte A. Foi autenticamente dar um passo atrás para dar dois à frente, do jogador que tem agora 29 anos, "saltando" para o Riba d'Ave e para o Campeonato Placard em 2023.
Para além dos reforços Pósito e Folhetas, Meca reencontrou João Pedro. Agora capitão valonguense, João Pedro, que completa 27 em Abril, cumpriu o percurso formativo no Valongo, mas saiu em 2020/21 para o Riba d'Ave, onde cumpriu apenas uma temporada. Às ordens de Meca. Juntos, estiveram na estreia europeia dos ribadavenses, na WSE Cup, antes de rumar à Juventude de Viana. Regressou ao Valongo - para ficar, com um crescimento notório - em 2023.
Terça-feira, 17 de Março de 2026, 18h06
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