«A equipa jogou sem complexos, disputando o jogo como se fosse uma final»

O Tomar esteve a vencer o Benfica, mas não conseguiu quebrar a invencibilidade das águias. E voltou a perder tangencialmente, pela sétima vez para o campeonato. Com ausências, Nuno Lopes lamenta os golos 'batidos' e realça a aposta - de há muito e para manter - nos jovens.

«A equipa jogou sem complexos, disputando o jogo como se fosse uma final»

No regresso ao Municipal Patrícia Sampaio, o Tomar perdeu com o Benfica por 2-3. A derrota em si não deslustra, porque todas as equipas que defrontaram as águias também perderam, mas, a vencer durante 17 minutos, chegou a haver a sensação que a invencibilidade das águias podia ser quebrada.

"Não fizemos um jogo de bola, mas fomos controlando o ataque do Benfica", contou Nuno Lopes, que lamentou os golos sofridos, de situações "batidas" em vídeo e que a equipa não conseguiu evitar.

"Estou chateado porque perdemos, não há vitórias morais", referiu o técnico, frisando que gostou da exibição, mas recordando várias derrotas pela margem mínima - sete das 11 derrotas no campeonato foram por um golo - e, em particular, os desaires na Póvoa e nos Carvalhos, que vão complicando as contas na prova.

Em destaque nesta partida, esteve Martim Lopes, jovem de 19 anos cedido pelo Sporting. "É mais um que a gente vai lançando", explicou Nuno Lopes, que juntou o exemplo de João Pedro Inácio, ou dos guarda-redes António Marante e Zé Silva.

"Quando se diz que o treinador não aposta em jovens valores...", desabafou. "Para um miúdo de 19 anos, vir para Tomar, e apanhar uma equipa destas e um staff destes, garantidamente que será uma grande aposta no futuro", assegura o treinador.

O Tomar está em 9º lugar, com 22 pontos, em igualdade pontual com a Sanjoanense (10º), que receberá na derradeira jornada da fase regular. Antes, o Tomar recebe o Juventude Pacense, já no próximo sábado, e a Oliveirense, e desloca-se ao João Rocha e a Valongo.

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