«Um sonho tornado realidade»

São três rostos de uma geração que não foi além do 4º lugar no Mundial júnior de 2017, mas agora brilha. Jero Garcia fez a estreia pela absoluta, Facundo Bridge mostrou que a prolongada lesão é passado, e Danilo Rampulla, figura nas 'meias' e final, falou-nos desta 'família'.

«Um sonho tornado realidade»

Em 2017, no Campeonato do Mundo júnior dos primeiros World Skate Games (ainda World Roller Games) que decorreram em Nanjing, na China, a Argentina não foi além do 4º lugar. Mas contava com talentos que se viriam a afirmar.

Se, por exemplo, da selecção portuguesa que se sagrou campeã do Mundo às ordens de Luís Duarte apenas Carlos Ramos ("Carlitos") esteve agora em Montreux, dessa albiceleste que nem uma medalha conseguiu, foram quatro, ficando de fora os possíveis mundialistas Facundo Navarro (convocado, mas dispensado por motivos pessoais) e o agora internacional italiano Fran Ipiñazar.

Para além de Ezequiel Mena, "Negro" Paez chamou dessa geração Facundo Bridge, campeão do Mundo de 2022, e Danilo Rampulla, que já esteve no Mundial de 2024, e promoveu a estreia na "absoluta" de Jero Garcia.

Jero, depois de cinco anos em Itália, está na sua segunda temporada no Calafell, onde, já confessou, Guillem Cabestany o ensinou a defender. E talvez essa nova dimensão lhe tenha valido a chamada a Montreux, a primeira vez na selecção principal, e logo com um troféu. Para estreia, não foi mal. "A verdade é que é incrível, um sonho tornado realidade. É um grupo incrível, e o Conti fechou a 'persiana' e levámos um título. Estou muito feliz", afirmou.

Facundo Bridge foi convocado ainda não tinha voltado aos jogos no Sporting, mas estava a terminar um longo calvário que vinha da temporada passada, com uma ruptura no tendão de Aquiles. E, se ao serviço dos leões já tinha mostrado que o regresso foi em pleno, esta Taça das Nações confirmou-o.

"Passei muito tempo fora. Tentei sempre fazer o meu melhor para recuperar, e voltar a fazer o melhor no clube. Vir aqui à nossa selecção, à nossa casa, é algo incrível. Cada minuto que passamos cá, aproveitámos ao máximo", referiu Bridge.

Danilo Rampulla esteve em particular destaque nos dois últimos dias, com um golo e duas assistências frente a Portugal nas meias-finais e os dois golos da final frente a Itália. Mas desvaloriza o feito individual. "Nesta selecção, é pouco importante quem marca os golos. Sentimos todos de maneira especial, porque sabemos que somos uma família", afirmou antes de analisar esta Taça das Nações.

"Acho que foi um campeonato em que fomos de menos a mais. Tivemos jogos em que podíamos ter feito melhor, aprendemos com os erros, e, no momento em que tivemos de o demonstrar, reagimos. Na final, tivemos momentos maus, mas é para isso que temos o melhor guarda-redes do Mundo, e sabemos que podemos confiar nele", apontou, num elogio a Conti.

Rampulla foi companheiro de equipa de Conti no Braga na temporada de 2019/20, e no Óquei de Barcelos, entre 2021 a 2025, numa "parceria" culminada com a conquista da Champions League. No último defeso, rumaram os dois a Lisboa, mas cada um para o seu lado da Segunda Circular.

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