Trabalho pelo futuro da selecção e do Hóquei em Patins
A albiceleste iniciou a defesa da Taça das Nações com um triunfo esperada sobre o anfitrião Montreux. Apresentado-se com um staff alargado, 'Negro' Paez conta-nos que a Argentina vai preparando a transição pós Mundial e fala-nos do trabalho pela expansão da modalidade no país.

Para primeiro jogo na defesa do troféu conquistado em 2024, a Argentina não podia desejar melhor que defrontar o anfitrião Montreux. A vitória, esperada, serviu para dissipar algum nervosismo típico da entrada em competição. "Não é a Argentina que estamos habituados a ver, mas houve muitas coisas boas", destacou Jose Luis Paez.
Nesta Taça das Nações, salta à vista o vasto staff que acompanha a albiceleste. "Negro" explica-nos que a sua carreira como seleccionador termina no próximo Mundial. "Estamos num processo de transição, para que o perfil seja semelhante ao que temos tido desde que entrei", conta sobre a integração de Diego Mir e Reinaldo Garcia.
Vice-campeão do Mundo em 2019 e 2024 e campeão do Mundo em 2022, Paez, que ameaçou várias vezes bater com a porta reclamando condições, está agora claramente satisfeito. "Temos um corpo técnico muito profissional, nunca tivemos um com estas características". Não desvalorizando quem passou antes, conta-nos que "queria deixar um corpo técnico melhor do que o que tínhamos".
Para que tudo isto seja possível, o seleccionador releva o trabalho levado a cabo pelo Comité Nacional Técnico, destacando o que tem sido conseguido por Roberto Roldan e Sergio Ramini. Por exemplo, desta feita não há o apoio do Governo de San Juan, mas foram angariados sponsors importantes para que esta presença em Montreux se concretizasse.
E o trabalho do Comité está longe de se ficar pela visibilidade da selecção albiceleste. Na Argentina, há trabalho feito - "como nunca houve" - pela expansão do Hóquei em Patins a mais províncias, havendo o objectivo de o levar a todos os cantos da Argentina, tornando-o um desporto federal. No fundo, se houver mais gente com a mesma vontade, para mostrar que se pode acabar com a falácia do "joga-se em três ou quatro países e uma província da Argentina".
Olhando com bons olhos para o futuro da modalidade na Argentina, Jose Luis Paez, um dos melhores - para alguns, mesmo o melhor - de todos os tempos sobre rodas, deixa também um desejo para o seu futuro após o Mundial do Paraguai. "Gostava de continuar ligado à selecção, de qualquer forma, nem que seja a carregar as garrafinhas de água dos jogadores como me viram no final da partida", graceja.
Quinta-feira, 2 de Abril de 2026, 8h02
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