«Muito feliz por ter voltado, é pena não haver mais oásis destes na Europa»

Filipe Santos regressou a Montreux, 23 anos depois da última presença na Taça das Nações com a selecção portuguesa. O agora coordenador da formação do Porto sentiu o carinho dos emigrantes e reviu antigos jogadores num ambiente especial, ímpar no Velho Continente.

«Muito feliz por ter voltado, é pena não haver mais oásis destes na Europa»

Filipe Santos, coordenador da formação do Futebol Clube do Porto, integrou a comitiva que se deslocou a Montreux para participar no Trophée 1911, competição de Sub-17 paralela à Taça das Nações, que os dragões venceriam.

Foi uma espécie de viagem ao passado. O internacional português esteve cinco vezes em Montreux, quatro para a Taça das Nações e uma para um torneio de celebração do 100º aniversário do Comité Olímpico Internacional e 70º da FIRS (agora World Skate). "Fez parte da minha vida. A minha primeira internacionalização sénior foi aqui", recordou.

"É pena não haver mais oásis destes na Europa", apontou, numa modalidade cujas grandes competições se concentram entre Portugal, Espanha e Itália, ou, pontualmente, em França.

Em Montreux, "muito feliz por ter voltado", Filipe Santos teve oportunidade de rever antigos jogadores, como os agora seleccionadores "Negro" Paez e Alessandro Bertolucci, sendo que Reinaldo Ventura - com quem partilhou muitas conquistas de quinas ou dragão ao peito - vai vendo mais regularmente.

Filipe Santos foi campeão da Europa de Juvenis, duas vezes campeão da Europa de Juniores (uma delas em Villeneuve, bem perto de Montreux), duas vezes campeão do Mundo e duas vezes campeão da Europa.

Depois de ter começado no Carvalhos, Filipe chegou para os Sub-15 do Porto, onde estaria 24 anos, até que pendurou os patins em 2012, Sagrou-se campeão nacional de iniciados, juvenis e juniores. Depois, em toda uma carreira sénior nos dragões, conquistou 12 campeonatos nacionais, sete Taças de Portugal e nove Supertaças, entre outros.

Um percurso que os jovens jogadores que venceram a Trophée 1911 não enjeitariam replicar. Para já, esta participação internacional ajudará a consolidar essa ambição e a paixão pela modalidade. "Este torneio vai ficar na retina deles. Para além de virem competir, podem ver os jogos da Taça das Nações e contactar com os melhores jogadores do Mundo da actualidade", referiu Filipe Santos, que sublinhou os inúmeros emigrantes que, com carinho, foram abordando os jovens atletas.

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