Rui Cova cumpre ‘missão’ de devolver Montreux à NLA e termina carreira

Aos 42 anos, Rui Cova vai 'pendurar os patins'. Uma retirada que foi adiada até que devolveu o Montreux, o emblema mais titulado da Suíça, à categoria máxima. O internacional jovem português, campeão do Mundo de Sub-20, despede-se com o título da NLB numa caminhada perfeita.

Rui Cova cumpre ‘missão’ de devolver Montreux à NLA e termina carreira

Agora, deverá ser de vez: Rui Cova vai mesmo pendurar os patins.

Em 2024, no regresso da Taça das Nações, o jogador português, já com o "peso" dos 40 anos, estava determinado a terminar a carreira. E concedeu uma entrevista ao HóqueiPT, já em jeito de rescaldo.

Natural de Sines, representou o Vasco da Gama e Santiago antes de rumar aos juniores do Benfica. Seria campeão do Mundo de Sub-20 em 2003, com Portugal a vencer, na final, a Argentina de um tal de Pablo Álvarez. E ainda foi chamado à equipa principal das águias, mas não teve espaço de afirmação.

Iniciou depois um périplo por vários clubes, representando Turquel, Nafarros, Paço de Arcos, Alenquer, Parede, Os Tigres, Porto Santo e, em meia época, o "seu" Vasco da Gama, decidindo-se em 2012 a emigrar.

Partiu para França, onde vestiu as camisolas de Lyon, Ploufragan e Saint-Brieuc até que, com a pandemia, voltou a casa. Jogou uma temporada no Vasco da Gama, mas, em 2021, fez as malas. Desta feita, para a Suíça e para o Montreux.

Na primeira época, não evitou a descida, apenas quatro anos depois de um bicampeonato. Mas Rui Cova não parou até que repôs o Montreux no seu lugar.

Em 2024, após aquela entrevista, o Montreux caiu nas meias-finais do play-off da NLB frente ao Pully. Rui Cova não podia ir assim. E, no ano seguinte, voltou a cair nas "meias", com o Vordemwald.

Esta época, roçou a perfeição. Na fase regular, foram 14 jogos e 14 vitórias, com 101 golos marcados e apenas 18 sofridos. Depois, duas "varridelas", vencendo em três jogos o Münsingen Wölfe e noutros três o Vordemwald.

Este domingo, o Montreux festejou em casa, o título e o regresso à categoria máxima. E, depois de cinco temporadas, despediu-se de Rui Cova que, apesar dos seus 42 anos, ficou apenas aquém de Ronan Ricaille em golos marcados, com o português, jogador-treinador, a somar 30 contra 45 do seu pupilo.

A despedida estava prometida nas declarações de rescaldo à edição deste ano da Taça das Nações, mas assim é com o sentimento de dever cumprido.

Rui Cova, que constituiu família na Riviera suíça, será agora mais um adepto do histórico Montreux.

50 vezes campeão helvético, 42 das quais de 1924/25 a 1965/1966 (só escaparam os títulos de 1942 para o Zürcher e de 1962 para o Genève), o Montreux regressa ao seu palco, ao palco principal do Hóquei em Patins da Suíça.

Para o jogador português, é hora de se afastar um pouco, também por motivos profissionais. Daqui a uns tempos, regressará, certamente, a um banco da Salle Omnisports du Pierrier, seja para a equipa principal, seja nas camadas jovens.

Rui Cova, treinador.
Rui Cova, treinador.

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