Um presente 'envenenado' para a Suíça
A Suíça deverá ocupar o lugar europeu de Andorra no Campeonato do Mundo. Um privilégio, ficando no grupo de Espanha, Portugal e Itália. Mas também um presente 'envenenado', que deverá relegar os helvéticos para a disputa do 9º lugar e do secundário Campeonato Intercontinental.

Já com sorteio realizado dos grupos do Campeonato do Mundo, Andorra abdicou.
Andorra garantira essa vaga com o 5º lugar no Europeu, ao vencer a Suíça, o que relegou os helvéticos, em 6º, para o secundário Campeonato Intercontinental, dado que só havia cinco vagas para equipas do Velho Continente no palco principal do Hóquei em Patins nos World Skate Games.
A vaga, com a desistência andorrana, será, pela lógica, para a Suíça. Uma sorte, um privilégio. Ou, dado o modelo competitivo - e dependendo dos objectivos a que cada um se proponha -, talvez não.
O sorteio ditara que Suíça ocuparia um lugar num Grupo A do Campeonato Intercontinental, com Áustria, Estados Unidos, Índia e México, em que seria relativamente acessível a garantir o 1º lugar. Tal permitiria "subir" e disputar os quartos-de-final do Campeonato do Mundo, desde logo ficando assegurado um lugar entre os oito melhores do Mundial.
Agora, acreditando que não há novo sorteio e acreditando nas regras explicadas aquando do sorteio, o caminho da Suíça adivinha-se complicado, com embates com Espanha, Portugal e Itália. Realisticamente, o mais provável é que os helvéticos não vão além do 4º lugar... o que implica a "descida" ao Campeonato Intercontinental e lutar apenas pelo 9º lugar.

A Suíça apresentar-se-á no Paraguai às ordens de Xavier Bataller. Seleccionador desde 2023, o técnico catalão conduziu os helvéticos ao 5º lugar europeu nesse ano, ao 7º lugar no Mundial de 2024, e ao 6º lugar no Campeonato da Europa de Paredes, em Setembro último.
No mês de Abril, apenas deixando de fora o guarda-redes Jean-Pierre Vizio em relação ao Europeu, Bataller levou a Suíça ao 7º na Taça das Nações, vencendo apenas o derradeiro jogo, com o anfitrião Montreux, depois de derrotas com Portugal (1-6) e Espanha (0-10), devendo reencontrar ambas no Grupo A do Mundial, e França (0-8) e Angola (2-5).
Na Taça das Nações estiveram Gian Rettenmund e Jan Schober (Thunerstern), Jonathan Brand (Wimmis), Leonard Scheer e Nick Matti (Uttigen), Lorenzo Rui e Yanic Dysli (Diessbach), Mattia Bigiotti (Biasca) e o guarda-redes Guillaume Oberson (Pully), todos repetentes do Europeu, juntando-se Cyan Dysli (Diessbach) e os guarda-redes Janis Zaugg (Uttigen) e Joel Iseli (Wimmis).
No radar para o Mundial, estão todos os presentes em Montreux, e ainda Andrin Gottwald e Jérémie Loye (Pully), Leonard Scheer (Uttigen), Marco Dubacher (Uri) e Ramon Meier (Wimmis), estranhando-se que Bigiotti seja o único representante do Biasca, emblema que na temporada finda conquistou Taça e Campeonato na Suíça.
Quinta-feira, 6 de Agosto de 2026, 17h35
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