'Caldeirão' ferve para decisão da WSE Cup Women

O Pavilhão dos Desportos em São João da Madeira recebe, este fim-de-semana, a decisão da WSE Cup Women. As germânicas do Cronenberg, as catalãs do Sant Cugat e Voltregà, e a anfitriã Sanjoanense procuram suceder à Escola Livre na segunda edição da segunda prova europeia feminina.

'Caldeirão' ferve para decisão da WSE Cup Women

É hora de decisões na WSE Cup Women, segunda prova europeia feminina, lançada na pretérita temporada. Em 2025, a Escola Livre organizou a Final Four e ficou com o primeiro troféu. Agora, a Sanjoanense tenta repetir o feito e manter o troféu em Portugal.

A tarefa das alvinegras não é fácil. Nesta temporada, conta com a chilena Sofia Reyes, que foi figura na conquista da Escola Livre na primeira edição, e com um grupo valoroso, mas a concorrência é de respeito. Desde logo pela entrada em cena das equipas espanholas.

O Hóquei em Patins feminino espanhol conquistou 17 vezes em 18 edições a agora WSE Champions League Women, e, depois da ausência da WSE Cup Women em 2024/25, atacou a prova esta época com Sant Cugat e Voltregà. Estão ambas na Final Four e, defrontando-se nas meias-finais, uma estará na final.

Não são equipas de luta pelo título na OK Liga Femenina. Separados por três pontos, o Sant Cugat é 8º e o Voltregà é 10º, mas com 17 pontos de vantagem sobre o 11º. E a equipa de Sant Hipòlit conta com seis conquistas europeias, sendo recordista a par do Gijón, ainda que a última conquista já date de 2019.

Na outra meia-final, a Sanjoanense de Rui Pedro Santos defronta as alemãs do Cronenberg, que já está apurado para as meias-finais do play-off do campeonato germânico e, nos quartos-de-final desta WSE Cup Women, foi categórica a eliminar o Valdagno, finalista da última edição, com vitórias por 6-0 e 2-6.

De resto, nenhuma das quatro semifinalistas da primeira edição chegaram agora à Final Four. Para além do triunfo germânico sobre o Valdagno, o Sant Cugat afastou o Gulpilhares nos oitavos-de-final e o Coutras nos "quartos", ao passo que a campeã Escola Livre caiu na primeira ronda às mãos da Sanjoanense.

Apontada como a única equipa com valor para parar o hegemónico Benfica a nível nacional, a Sanjoanense, quiçá já com a cabeça nesta decisão europeia que tem promovido activamente, é apenas 4ª ao cabo de seis jornadas na fase regular, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. No derradeiro ensaio, teve uma derrota inesperada na Maia, por 2-1. Mas, pelo mundo do espectáculo, dizem que um mau ensaio geral redunda numa boa estreia...

Meias-finais

• Sant Cugat vs. Voltregà • 11.Abr, 14h

• Sanjoanense vs. Cronenberg • 11.Abr, 17h

Final

• 12.Abr, 15h

Gostou deste artigo?

Apoie outras causas

AMGRoller Compozito
Outros artigos da edição
«Sofri muito, mas ganhámos, é o que importa»

«Sofri muito, mas ganhámos, é o que importa»

Rampulla marcou os dois golos com que a Argentina venceu a final da Taça das Nações, mas o guarda-redes Conti Acevedo parou todos os remates italianos quando as forças falharam aos seus companheiros e reclamou os holofotes para si. No entanto, preferia não ter sofrido tanto.

«Um sonho tornado realidade»

«Um sonho tornado realidade»

São três rostos de uma geração que não foi além do 4º lugar no Mundial júnior de 2017, mas agora brilha. Jero Garcia fez a estreia pela absoluta, Facundo Bridge mostrou que a prolongada lesão é passado, e Danilo Rampulla, figura nas 'meias' e final, falou-nos desta 'família'.

«Os últimos minutos foram difíceis para nós»

«Os últimos minutos foram difíceis para nós»

Com cerca de meia dúzia de (longos) minutos para jogar na final, Ezequiel Mena deu voz ao esgotamento e sacrifício argentino para ganhar a Taça das Nações. Mas era preciso dar tudo. 'Sempre que jogamos pela selecção é para ganhar, foi o que nos incutiram desde sempre', apontou.

«Tentei fazer o melhor possível para mostrar que posso estar»

«Tentei fazer o melhor possível para mostrar que posso estar»

Franco Platero voltou à selecção argentina e a Montreux nove anos depois. Contribuindo para a conquista do troféu, o defensor de 33 anos da Oliveirense, de regresso ao Liceo no próximo defeso, deseja que desta vez haja continuidade e que possa estar presente no Mundial.