Turquel visa agressões de jogadores do Póvoa
Em comunicado, o Turquel denunciou agressões de jogadores do Póvoa que terão tido como alvo os argentinos Ezequiel Funes e Francisco Briggs num 'um acto de violência gratuita e vil que mancha gravemente a modalidade'. Serão apresentadas 'queixas-crime contra os agressores'.

Este sábado, o Turquel perdeu na Póvoa por 10-6, continuando em zona complicada da classificação. Mas o resultado acaba por ser secundário perante os acontecimentos relatados pela equipa da Aldeia do Hóquei em comunicado.
A Direcção do Turquel denuncia agressões de jogadores do Póvoa ao intervalo da partida, quando a equipa da casa vencia por 5-3, que terão visado os internacionais jovens argentinos Ezequiel Funes e Francisco Briggs.
O Turquel pede que "as entidades competentes actuem com o rigor que a situação exige, em defesa da integridade física dos atletas e do bom nome do Hóquei em Patins em Portugal", mas também informa que avançará com "queixas-crime contra os agressores nas instâncias judiciais".
Recorde-se que, na categoria máxima em Portugal, houve uma situação em 2023, que eventualmente poderá ser comparável, curiosamente com outro jogador argentino como alvo, então "resolvida" com acordo judicial e sancionada com cinco jogos de suspensão.
A Direção do Hóquei Clube de Turquel, perante os graves acontecimentos registados na deslocação ao reduto do CD Póvoa, em jogo relativo à 23.ª Jornada do Campeonato Placard, vem manifestar o seu mais profundo repúdio e comunicar o seguinte:
1. No intervalo da partida, no túnel de acesso aos balneários, num momento e local deliberadamente escolhidos para evitar o olhar de árbitros e público, os nossos atletas foram alvo de agressões injustificáveis por parte de jogadores do CD Póvoa.
2. As agressões visaram diretamente os atletas Ezequiel Funes e Francisco Briggs, que sofreram ferimentos com necessidade de assistência médica imediata.
3. Embora os factos tenham ocorrido fora do raio de visão direta da equipa de arbitragem, os juízes da partida registaram em relatório o cenário de sangue encontrado no túnel e o estado em que os dois atletas se encontravam, após os agressores se terem recolhido de imediato no seu balneário para evitar a identificação flagrante.
4. Enaltecemos a extrema valentia de toda a nossa equipa e staff que, mesmo perante a gravidade da situação e o impacto emocional do ocorrido, decidiram regressar ao rinque para disputar a segunda parte, honrando o compromisso desportivo e evitando as pesadas consequências disciplinares que o abandono da partida acarretaria.
5. Sublinhamos que nada justificava tal comportamento: o jogo decorria de forma tranquila, bem disputada e com um resultado favorável à equipa da casa. Trata-se de um ato de violência gratuita e vil que mancha gravemente a modalidade.
6. Desde a nossa fundação, em 1964, o HC Turquel pautou-se sempre pelo respeito e pela sã convivência, nunca tendo, em mais de 60 anos de história, passado por algo semelhante. Ontem, foram excedidos todos os limites. O que aconteceu no túnel do CD Póvoa não é hóquei, é crime.
7. Embora saibamos distinguir a instituição CD Póvoa dos indivíduos que praticaram estes atos, é imperativo que o desporto se liberte de quem não tem condições para o praticar. Atitudes desta natureza não podem ter lugar em pavilhão algum.
8. O Hóquei Clube de Turquel informa que não deixará estes atos impunes. Iremos recorrer a todas as instâncias que tutelam o desporto e o combate à violência, avançando formalmente com as competentes queixas-crime contra os agressores nas instâncias judiciais.
9. Exigimos que as entidades competentes atuem com o rigor que a situação exige, em defesa da integridade física dos atletas e do bom nome do Hóquei em Patins em Portugal.
Domingo, 12 de Abril de 2026, 15h13
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