«Em quatro finais este ano, ganhámos três»

Destacando a união da sua equipa, que se revela mais e é determinante nas decisões, Joan Ignasí Edo recordou que a Taça é o terceiro troféu ganho em quatro finais. Iguala o 'recorde' em número de troféus de 1976/77, da 'Equipa Maravilha', e ainda há duas provas para disputar.

«Em quatro finais este ano, ganhámos três»

Após a conquista da Taça de Portugal, Joan Ignasí Edo surgiu na sala de conferência de imprensa com sede... talvez também de mais vitórias, mas, para já, apenas de água, e a desfrutar do momento.

Sobre a vitória sobre o Óquei de Barcelos, o técnico leonino reconheceu que o vermelho condicionou o adversário, e que aquela primeira parte não é que se deseja. E foi culpa de todos. "O VAR veio para ajudar os árbitros, mas os primeiros a ajudar têm de ser os treinadores e jogadores, e acho que, na primeira parte, nem uma, nem outra equipa, ajudou. Complicámos, protestámos, os jogadores exageraram, e uma parte não pode demorar uma hora como durou", apontou.

Individualmente, seria inevitável pedir um comentário sobre Gonzalo Romero, depois do internacional argenitno de 33 anos, no Sporting desde 2018 e capitão desde o início desta época, ter marcado os quatro golos da vitória.

"Para mim, é um dos melhores jogadores do Mundo, e acho que estou a ficar curto nas palavras que estou a dizer. É um jogador que gosta de gerir o jogo, mexer o jogo, jogar e fazer jogar. É um jogador completo. Por isso, é o 'senhor Nolito'", observou na insistência.

Antes, virara o foco para a equipa.

"Destacaria a equipa a nível defensivo, acho que fizemos uma defesa fantástica. A nível ofensivo, fomos inteligentes. Fomos criando muitas situações de perigo na baliza do Guillem [Torrents]", realçou.

"[Destacar Nolito] seria injusto para atletas que fizeram um trabalho espectacular... Como treinador, tenho um orgulho terrível destes jogadores. Em quatro finais este ano, ganhámos três", afirmou, recordando que só perderam na decisão da Elite Cup.

Não poupando elogios ao seu grupo, Joan Ignasí Edo apontou a "união" como uma das bases desta vitória. A terceira na temporada, em quatro finais.

"Começámos muito cedo para estar bem nas primeiras decisões. Depois, passámos uns baixos durante a época, que pagámos com pontos", reconheceu, sendo que o Sporting dificilmente conseguirá melhor que o 3º lugar (podendo ainda "cair" para 4º) no final da fase regular.

Mas, agora, que é hora de mais decisões, a equipa volta a crescer. "Temos uma equipa que defende muito bem, que é uma das coisas que valorizo mais, e que é muito inteligente a atacar, e com uma técnica individual fantástica", afirmou, em jeito de aviso à concorrência.

A conquista de três troféus numa temporada iguala o "recorde" de 1976/77. Os tempos são outros, bem como o número de provas em disputa, mas o poderio de outras equipas no panorama actual também obriga a outros esforços.

O feito de 1976/77, agora igualado em número de troféus, foi logrado pela "Equipa Maravilha". De leão ao peito, Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento encantaram as pistas portuguesas e europeias às ordens de Torcato Ferreira, e brilharam no recém-inaugurado Pavilhão de Alvalade (nascido da iniciativa do presidente João Rocha, que dá nome ao pavilhão actual) e que seria casa das modalidades leoninas até 1986.

À conquista do Mundial de Clubes, da Supertaça António Livramento e da Taça de Portugal, o Sporting de Joan Ignasí Edo ainda pode juntar os troféus de vencedor da Champions League e de campeão nacional.

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