Oeiras confirma regresso à categoria máxima

O Oeiras confirmou este sábado o regresso à categoria máxima, sete anos depois. A equipa de Ricardo Barreiros foi até Valado dos Frades, casa 'emprestada' do Marinhense, com uma vantagem de cinco golos e voltou a vencer, apesar da equipa de João Simões ter estado no frente.

Oeiras confirma regresso à categoria máxima

Depois de uma vitória por cinco golos na primeira mão, o Oeiras tinha o regresso ao escalão principal praticamente consumado, e confirmou-o este sábado, em Valado dos Frades, casa emprestada do Marinhense.

A equipa de João Simões esteve a vencer por 2-0 num início promissor, mas o Oeiras anulou a desvantagem e foi gerindo o marcador. Esteve a perder por 3-2 e 4-3, mas virou o jogo para uma vitória por 4-6, destacando-se um hat-trick de Manuel Coimbra.

10ª presença

No campeonato nacional sem fase regional anterior, ou seja, desde 1981/82, esta será a 10ª presença do Oeiras na categoria máxima. Antes, a equipa da Linha de Cascais foi vice-campeã em 1965, atrás do CUF e à frente do CACO (outros tempos...), e em 1977 e 1978, atrás do Sporting.

Após uma dourada década de 70, culminada com a conquista das três primeiras edições da agora extinta Taça dos Vencedores das Taças, o Oeiras esteve até 1985 na I Divisão, numa série de quatro temporadas que não se repetiria.

Regressou em 1992 após um hiato de sete temporadas, mas regressou logo à II Divisão. A espera foi então de 10 temporadas, até 2003. Mas, mais uma vez, o Oeiras subiu e desceu logo.

Quatro anos volvidos, estava de regresso à categoria máxima e, às ordens de Paulo Garrido, até assegurou a manutenção para uma segunda época entre os "maiores". Mas não iria além disso, descendo em 2010.

O hiato foi então de mais oito temporadas no escalão secundário. Em 2018, o Oeiras estava de regresso, mas, mais uma vez, para apenas uma época. E novo longo hiato, agora de sete temporadas.

Subida

Para esta nova subida, a equipa foi preparada pelo director João Rodrigues, que saiu antes do campeonato arrancar (é agora coordenador do Hóquei em Patins do Benfica) e o treinador João Baltazar. No entanto, o técnico também saiu cedo, apenas com dois jogos disputados, e o impacto de Ricardo Barreiros será inquestionável.

Depois de um arranque em falso, com apenas uma vitória nas cinco primeiras partidas, o Oeiras terminou a Zona Sul da II Divisão num 2º lugar conseguido "in extremis", com dois golos nos derradeiros instantes da derradeira jornada, com 16 vitórias e seis empates em 26 jogos, e um registo de 107 golos marcados e 68 sofridos, ambos "apenas" o 4º melhor nas respectivas contas.

Numa equipa com muitos jogadores jovens, Filipe Martins (21 anos) e Guilherme Monteiro (completa 21 em Junho) foram os mais profícuos, com 20 golos na caminhada até ao play-off de promoção. Mas há que sublinhar a importância do guarda-redes Diogo Alves, o mais experiente do plantel apesar de contar apenas 31 anos. Talento nunca lhe faltou e provou-o nesta temporada...

Para a próxima época, o elenco do Campeonato Placard, o "melhor do Mundo", contará com Benfica, Porto, Sporting, Óquei de Barcelos, Braga, Valongo, Oliveirense, Sanjoanense, Juventude Pacense, Tomar e Riba d'Ave, todos depois de garantida a manutenção, Juventude de Viana e Candelária, vencedores das Zona Norte e Zona Sul e de regresso um ano após a descida, e, finalmente, Oeiras.

Entretanto, a decisão de campeão na II Divisão, entre Candelária e Juventude de Viana, ficou adiada para este domingo, dado que a bagagem vianense não chegou ao Pico.

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