«Chegamos à final sem perdermos um jogo»
Edu Castro relevou o feito da sua equipa chegar a esta fase sem derrotas e lamenta um modelo que não privilegia a regularidade durante a época. Na final, recusando a obrigação de vitória, o Benfica terá pela frente o melhor Sporting, uma 'super equipa', com um 'super orçamento'.

O Benfica está de regresso à final do Campeonato Placard dois anos depois, após ter caído nas meias-finais em 2024/25. Como caiu nas "meias" nas duas últimas edições da Taça de Portugal e da Champions League. "Passámos duas meias-finais e ganhámos duas Elite Cup", enfatizou Edu Castro, afastando possíveis fantasmas.
"Era importante [o apuramento para a final], não por fantasmas, que não há, mas para valorizar o que esta equipa está a fazer no campeonato este ano. Chegamos à final sem perdermos um jogo. Nenhum. Na liga portuguesa", vincou.
Sobre o terceiro jogo com o Óquei de Barcelos, o técnico das águias destacou "duas metades boas", porque tal era necessário perante uma equipa barcelense sempre perigosa. "A segunda parte foi aborrecida para os amantes do Hóquei, mas se está 3-0 e tens de fazer posses mais longas, tens de fazer isso", apontou.
Edu Castro relevou também a importância da defesa e o trabalho de casa para o golo obtido muito cedo, confessando-se particularmente contente pelo tento conseguido por Lucas Ordoñez, agora que a despedida no final da época foi confirmada pelo próprio internacional argentino.
Pau Bargalló ficou fora da convocatória. "Gestão física", justificou Edu Castro, que não percebeu a questão por um "desconvocado" agora, quando ficou sempre de fora um jogador. No entanto, ao que foi possível apurar, a ausência de Pau deve-se a um problema no adutor.
Agora, segue-se a final. "Vamos tentar demonstrar que fomos a melhor equipa de Portugal, com muita diferença, durante todo o ano. É uma competição que, para que haja mais emoção, põe em causa o esforço de 10 meses", lamentou.
"É o melhor Sporting da época, sem dúvida. Uma equipa impressionante, muito bem treinada, com um guarda-redes que está a fazer umas exibições espectaculares. É um plantel es-pe-cta-cu-lar", elogio Edu Castro, aproveitando para valorizar a sua equipa, também com um plantel "espectacular".
"Isso diz muito da nossa equipa. O estranho é, depois de 26 jornadas, deixar outra tão afastada", recordando os pontos de vantagem. E foram 13 para os leões.
"Fomos a melhor equipa de Portugal numa liga larga, mas o que conta é a conquista do campeonato. Houve um mau jogo com o Óquei de Barcelos que nos afastou da Taça, e o jogo espectacular que fizemos contra o Barça, e ficámos fora [da Champions League]", apontou.
"Agora volta a começar. Jogas todo o ano para ter mais um jogo em casa. Contra uma super equipa, com um super orçamento, uma super história, um treinador boníssimo, adeptos que deixarão a pele como os nossos. Nunca há favoritos nas finais", sublinhou.
Mas o "super orçamento" de que se tem falado nos últimos anos - e, em particular, nas duas últimas temporadas - é o do Benfica.
Edu Castro questiona porque se fala tanto do Hóquei do Benfica e não de outras modalidades e clubes. "Porque é que esta equipa tem de estar focada e obrigada a ganhar - e por certo fá-lo, excepto 'títulos grandes' como vocês dizem -, e porque não se fala de orçamentos de alguns clubes que ficam atrás de outras equipas com menos orçamento?", questionou.
Na discussão de responsabilidade de vencer, o meritório percurso no campeonato português também acabou por não ter reflexo na decisão da Champions League, com uma exibição pouco convincente com o Reus e uma comprometedora derrota com o Barcelona. "A um jogo, as equipas da liga espanhola são fortíssimas", afirmou o treinador, dando o exemplo do Barcelona ter afastado o Sporting. "A um jogo pode acontecer. Porque estamos obrigados a ganhar? A que equipa se obriga a ganhar?", questionou.
Sexta-feira, 5 de Junho de 2026, 18h59
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