Catalunha vence GoldenCat feminina com reviravolta
A Catalunha 'virou' uma desvantagem de dois golos para vencer Portugal na decisão da GoldenCat feminina. As catalãs conquistam o troféu pela terceira vez, numa alternância com a selecção das quinas que se vai tornando regra.

Ora dá Catalunha, ora dá Portugal. E, depois das conquistas catalãs em 2022 (Portugal não participou) e 2024, e das conquistas portuguesas em 2023 e 2025, era a "vez" da Catalunha voltar a ganhar. E ganhou, vencendo por 2-3, não obstante ter estado a perder por 2-0.
A final foi repartida, como se esperava, num teste de nível a uma selecção portuguesa que aspirará a fazer melhor do que no último Campeonato do Mundo. E, para as vice-campeãs de Novara, fazer melhor seria conseguir um inédito título mundial.
Na primeira parte, a selecção orientada por Ricardo Barreiros foi mais rematadora, e logrou a vantagem a três minutos e meio do intervalo, com o tento solitário de Leonor Coelho numa jogada de insistência.
Na etapa complementar, a Catalunha de Josep Maria Barberá teve de ir atrás do resultado, mas, no seu balanceamento ofensivo, foi logo traída aos dois minutos e meio, com Beatriz Silva a trabalhar bem e a rematar forte para bater Laura Vicente.
A Catalunha, ainda com mais "urgência", continuava a atacar e, aos oito minutos e meio, forçava a 10ª falta lusa, mas Sandra Bento Coelho negou o golo a Nara López. O procurado golo chegaria a 12 minutos do fim, com a capitã Carla Fontdeglória a servir Laura Puigdueta para o 2-1. No embalo de enfim ter quebrado a resistência lusa, as catalãs voltaram a marcar três minutos volvidos, por Fontdeglória.
Barreiros pedia às suas jogadoras para, mais do que não terem medo de perder, não tivessem medo de ganhar, e a selecção das quinas libertou-se da pressão catalã. E manteve-se no jogo apesar de uma grande penalidade contra, com Sandra Bento Coelho a negar o golo à melhor marcadora contrária, Marina Codina.
No entanto, a jogadora do Palau que só ficaram em branco frente à França, deixaria mesmo a sua marca no jogo. E que marca. À entrada do derradeiro minuto, faria o 2-3 que valia a conquista do troféu. E que talvez fosse decisivo para o prémio de MVP.
Portugal ainda dispôs de um livre directo, na 10ª falta catalã, mas Beatriz Silva, de 19 anos não conseguiu voltar a desfeitear a experiente Laura Vicente.
França em 3º
Antes da final, no jogo de apuramento dos 3º e 4º lugares, a França venceu a Alemanha por 2-4. A selecção mundialista de Tatiana Malard redimiu-se da derrota na primeira fase (2-1).
Sem golos na primeira parte, as gaulesas entraram bem na etapa complementar, inauguraram o marcador aos dois minutos e, paulatinamente, chegaram a uma vantagem de quatro golos sem resposta com 14 minutos jogados.
A Alemanha reduziu, com a agora sanjoanense Carlota Molet a fazer um dos golos germânicos, mas o triunfo já não escaparia às gaulesas.
Meias-finais
• Portugal 7-5 Alemanha • 19.Set
• Catalunha 4-3 França (3-3, 1-0 prol.) • 19.Set
3º e 4º lugares
• Alemanha 2-4 França • 20.Set
Final
• Portugal 2-3 Catalunha • 20.Set
Domingo, 20 de Setembro de 2026, 12h48
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