Notícia

O Conselho de Arbitragem contra-ataca (e contra-critica)

Feb 08, 2021

O Conselho de Arbitragem reagiu às críticas apontando "comportamentos indecorosos" que começam nos bancos de suplentes. Orlando Panza pede que se repensem comportamentos. #PrimeiraDivisão #Comunicado

Em comunicado - transcrito abaixo - assinado por Orlando Panza, presidente do Conselho de Arbitragem, visa as críticas que a arbitragem tem sido alvo, desde logo no decorrer das partidas, "nos bancos de suplentes".

Sublinhando que o "Conselho de Arbitragem não pretende escamotear os erros arbitrais", é pedido que se repensem comportamentos porque "não basta bradar por mudanças". Entretanto, nas redes sociais, jogadores como Diogo Fernandes e Nuno Araújo já descreveram o comunicado como "somente com o propósito de tentar encobrir a incompetência de uns e os malabarismos de outros", pedindo respeito pelos "os atletas e acima de tudo os clubes que são a base desta modalidade".

A arbitragem tem sido recorrentemente apontada pelos clubes como o elo mais fraco do apelidado "Melhor Campeonato do Mundo" e foi particularmente visada no arranque da pretérita temporada. Então, com o Conselho de Arbitragem a não se expor, a direcção da Federação de Patinagem de Portugal emitiu um comunicado - também transcrito abaixo - em que apontava como "urgente um olhar para dentro de todos os players e agentes do hóquei em patins" em vez de se criticarem os homens do apito.

A pandemia viria a cancelar as competições e outras preocupações tomaram conta dos clubes.

Agora, com o decorrer da temporada e a urgência de conquistar pontos, as críticas das equipas têm vindo a subir de tom sobre uma classe para a qual as iniciativas (?) não têm sido suficientes para a elevar qualitativamente.

Sem pressão do público, vai-se pedindo contenção às equipas, mas, para estas, a apresentação de medidas na Arbitragem tarda cada vez mais...

Comunicado do Conselho de Arbitragem (8 de Fevereiro de 2021)

O Conselho de Arbitragem está ciente do momento da época desportiva em que vivemos, onde a emoção muitas vezes se sobrepõe à razão.

Nesse sentido temos vindo a assistir a um conjunto de comportamentos indecorosos, com origem no banco de suplentes e transportados para o domínio público, em que o excesso de linguagem e a contestação sobre os árbitros e a arbitragem passou a ser norma. Estes comportamentos inaceitáveis descredibilizam o normal desenrolar da competição e, inclusive, os próprios resultados positivos de quem os pratica.

O Conselho de Arbitragem não pretende escamotear os erros arbitrais, pelo que desenvolve o seu trabalho no sentido de os corrigir, tendo como foco a excelência. Excelência para a qual todos poderão contribuir nos locais próprios e sem ruídos colaterais, que só contribuem para o afastamento coletivo do Hóquei em Patins e dos potenciais novos valores da arbitragem.

Urge repensar comportamentos porque não basta bradar por mudanças, se se continuar a ter as atitudes de sempre.

Comunicado da Direcção da Federação de Patinagem de Portugal (26 de Novembro de 2019)

Ainda que o Conselho de Arbitragem seja um órgão colegial dotado de autonomia técnica e funcional, para coordenar e administrar a atividade da arbitragem, a Federação de Patinagem de Portugal não ignora o momento da época desportiva em que vivemos, onde uma generalizada violência verbal se agudiza, semana após semana, e que teve o seu “momento de gatilho” ainda antes do Campeonato Nacional da 1ª Divisão começar.

É inqualificável que os que se assumem como promotores de uma das mais belas e tradicionais disciplinas desportivas de Portugal, tenham comportamentos inconcebíveis e inaceitáveis, de uma violência verbal extrema sobre a arbitragem e os árbitros, que afetam não só o normal desenrolar da competição, como desenvolvem um potencial de descredibilização do Hóquei em Patins junto da opinião pública.

Continuando a percorrer este caminho da destruição, em breve teremos o melhor “Campeonato do Mundo” diminuído e fragilizado. As críticas são um fenómeno pedagógico quando construtivas e não destrutivas, como vem sendo prática comum.

É, por isso, e antes mesmo da permanente “diabolização” dos árbitros após cada derrota, urgente um olhar para dentro de todos os players e agentes do hóquei em patins.

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