Caça-fantasmas: Porto vence Barcelona na final e é campeão europeu
Na oitava final entre Porto e Barcelona, os dragões levaram, enfim, a melhor. A equipa orientada por Paulo Freitas venceu por 3-1, com golos de Rafa, Gonçalo Alves e Telmo Pinto. É o quarto título dos dragões na principal prova europeia de clubes.

O Porto conquistou, este domingo, em Coimbra, a Champions League pela quarta vez, três anos depois da última conquista, em 2023, noutra Final Eight, em Viana do Castelo. Mais importante em termos históricos, venceu o Barcelona por 3-1.
Depois de sete finais perdidas com os blaugrana, finalmente a vitória azul e branca, que começou a desenhar-se cedo.
Logo no primeiro minuto, Gonçalo Alves "arrancou" um azul e livre directo a Marc Grau. Carlo Di Benedetto não conseguiu bater Sergi Fernandez, mas, no powerplay, com Gonçalo novamente determinante, Rafa inaugurou o marcador. De "amaldiçoado" por muitos quando saíram notícias de uma possível ida para o rival Benfica, a muito celebrado neste golo, foi um "pequeno passo" para o mais antigo jogador no plantel dos dragões.
A equipa de Paulo Freitas entrou muito forte, e só Sergi Fernandez evitava males maiores. No entanto, aos sete minutos, nem toda a atenção de Xenxo conseguiu parar um fortíssimo remate de Gonçalo Alves do meio da rua para o fundo das redes e o 2-0.
Um minuto volvido, o ímpeto inicial do Porto foi travado por um azul a Telmo Pinto, decidido por Sistema de Revisão Vídeo (SRV). Mas, mesmo em inferioridade, até foram os dragões que tiveram as melhores oportunidades para (voltar a) celebrar.
O jogo acalmou, o Barcelona teve mais bola e, a seis minutos do intervalo, teve nova superioridade. Mas, mais uma vez, não conseguiu marcar. Eram duas superioridades desperdiçadas e, numa final, paga-se caro.
A segunda parte arrancou ao compasso do SRV, consultado três vezes em cerca de quatro minutos. Numa das consultas, houve penálti para o Barcelona, e Ignacio Alabart bateu Xavi Malián para o 2-1.
Na tensão da diferença mínima, o jogo foi aos repelões, com os árbitros Joseph Silecchia e Francesco Stallone a deixarem bem claro que não são para estas decisões. Mas no critério de não poderem ser árbitros portugueses ou espanhóis, torna-se complicado...
O Porto dispôs de duas superioriades numéricas por azuis a Marc Grau e Xavi Barroso ainda nos primeiros 10 minutos. Pelo meio, a 17 do fim, o Barcelona chegava à 9ª falta.
Condicionado por estar à beira de novo livre directo, o Barcelona mostrou pouca capacidade para "ferir" um Porto que geria bem a sua vantagem, e levar perigo a Malián, que esteve seguro, sem, no entanto, ser chamado a intervenções muito complicadas.
No passar dos minutos, sucediam-se queixas da arbitragem. A seis minutos do final, reclamou-se grande penalidade pelos blaugrana. No contra-golpe, Telmo Pinto assinou um grande golo para o 3-1, complicando de sobremaneira a tarefa da equipa de Ricardo Ares.
Campeão europeu pelo Porto em 2023, Ares conseguiu despertar a sua equipa que, enfim, foi vertical e mais perigosa. Mas era tarde. O Porto também chegou à 9ª falta, mas a 10ª caiu foi para o Barcelona. Já em ambiente de festa, Hélder Nunes não marcou, mas celebrou a conquista.
Quartos-de-final
• QF1 • Porto 6-2 Liceo • 6.Mai
• QF2 • Benfica 3-2 Reus (2-2, 2-1 pen.)• 6.Mai
• QF3 • Barcelona 2-0 Sporting (0-0, 2-0 prol.) • 7.Mai
• QF4 • Óquei de Barcelos 6-2 Trissino • 7.Mai
Meias-finais
• Porto 6-4 Óquei de Barcelos (2-2, 1-1 prol., 3-1 pen.) • 9.Mai
• Benfica 3-4 Barcelona • 9.Mai
Final
• Porto 3-1 Barcelona • 10.Mai
Domingo, 10 de Maio de 2026, 19h59
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