'Negro' despede-se depois de quatro finais em quatro Mundiais

Jose Luis Paez despediu-se da albiceleste e, desta feita, deverá ser a valer. 'El Negro', campeão em 2022, passará a Diego Mir e Reinaldo Garcia uma pasta em que constam quatro finais em outros tantos mundiais. Neste século, a Argentina é quem tem mais finais: 10 em 13 edições.

'Negro' despede-se depois de quatro finais em quatro Mundiais
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Jose Luis Paez assumiu o comando técnico da selecção da Argentina após o Campeonato do Mundo de 2017, e não foram raras as vezes em que ameaçou "bater com a porta", reclamando melhores condições. A primeira ainda não tinha orientado nenhum jogo, a última no início deste ano.

Após a última renúncia não aceite, começou a preparar-se o futuro. A Jose Luis juntaram-se, logo para a Taça das Nações, Diego Mir e Reinaldo Garcia, e o objectivo será que estes lhe sucedam à frente da albiceleste.

"Negro" é um dos nomes maiores da História do Hóquei em Patins. Como internacional argentino, conquistou os campeonatos do Mundo de 1995 e 1999. Quando chegou à final do Mundial do Recife, em 1995, a Argentina não estava na decisão há cinco edições. Desde aí, conta 13 presenças na final em 16 edições.

Nos últimos quatro Mundiais, os quatro às ordens de "Negro" Paez, que completou 57 anos em Maio, a Argentina chegou sempre à final.

Em 2019, em Barcelona, a Argentina foi vice-campeã sem derrotas. E sem sofrer golos na fase final. Venceu Angola por 6-0 nos quartos-de-final, a França por 3-0 nas "meias", e empatou a zeros com Portugal, na memorável exibição de Ângelo Girão. Os portugueses levaram a melhor nas grandes penalidades.

Três anos volvidos, em casa, sem San Juan, a "vingança" frente à selecção das quinas. A Argentina venceu os seis jogos que disputou, incluindo a final com Portugal que valeu à albiceleste o seu 6º título de campeão.

Na tentativa de ser, ineditamente, bicampeã, a Argentina logrou em 2024, em Novara, alcançar a partida decisiva - com quatro vitórias e um empate -, mas perdeu o título para a Espanha. Seria a primeira derrota em tempo regulamentar em Mundiais às ordens de "Negro". No 18º jogo.

Em busca de novo titulo na América do Sul, agora no Paraguai, a Argentina começou com nova derrota, mas passou em 2º graças a duas vitórias. Nos quartos-de-final, venceu Itália. Depois, dois empates resolvidos nas grandes penalidades. O primeiro sorriu aos argentinos, o segundo despoletou a festa francesa.

Em Mundiais, foram 24 jogos com Jose Luis Paez ao leme, com 17 vitórias, cinco empates e duas derrotas, ironicamente consecutivas. A Argentina perdeu, por igual 1-2, o último jogo em 2024 e o primeiro em 2026.

"Apenas" um grande título conquistado (a que se juntam duas Taças das Nações em três possíveis) é um pecúlio que faz jus à História recente da albiceleste em Campeonatos do Mundo.

Muito presente, mas pouco vencedora

Dizem muitas vezes os treinadores que o que importa é estar nas decisões. Geralmente, são os treinadores que não vencem que dizem, enquanto outros dizem que "as finais não são para jogar, são para ganhar". E ninguém tem jogado tantas como a Argentina.

Desde o título de 1995, nas últimas 16 edições, a Argentina esteve 13 vezes na final, só falhando a presença em 2003 (os finalistas foram Portugal e Itália), 2007 (Espanha e Suíça) e 2017 (Espanha e Portugal). Nestas 13 finais, a Argentina "só" conquistou quatro títulos, muito por culpa de uma Espanha açambarcadora, que, nas mesmas 16 edições, se sagrou oito vezes campeã mundial.

Olhando apenas para este século, foram disputadas 13 edições do Campeonato do Mundo, e a Argentina esteve em 10 finais, incluindo as quatro últimas. A Espanha esteve em nove decisões, Portugal em quatro, e Itália, Suíça e França estiveram numa final cada.

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