Uma parte de outro Sporting, mas um Benfica mais forte
No jogo que selou o título de campeão para o Benfica, o Sporting teve os seus melhores 25 minutos da final do play-off, mas chegaria ao intervalo a perder e o terceiro golo das águias, com João Rodrigues a bisar, 'matou' o jogo. E o campeonato.

O Benfica é o novo campeão nacional, conquistando o título pela 25ª vez na História.
No culminar de um play-off perfeito - com um beliscadelazita em Barcelos, nas meias-finais, onde o jogo só foi resolvido no prolongamento -, o Benfica venceu o terceiro jogo da final por 3-1 e mostrou os predicados que caracterizaram a sua temporada: uma excelente defesa, com Conti basilar, e eficácia no ataque.
Desta feita, no tudo ou nada, o Sporting mostrou outra face. Entrou como devia, a tentar assumir o jogo e, quando o Benfica tinha virado o "tabuleiro", saiu de um desconto de tempo aos 10 minutos para colocar mais intensidade, pressionar alto, mostrar que não se tinha rendido depois de duas derrotas. Na "luta", foi importante Lucas Ordoñez, que está de partida, mas deu tudo, como se tivesse de provar o seu lugar e saiu porque, exausto, pediu para sair.
A dois minutos e meio do intervalo, Diogo Barata viu azul, e até foram os leões, em três momentos, que estiveram perto do golo, mas, a 10 segundos do fim da superioridade, João Rodrigues rematou de pronto de meia distância, sobre a esquerda, para inaugurar o marcador.
Edu Castro pediu desconto de tempo, apesar de faltar pouco mais de meio minuto para o intervalo, e teria resultados. Com dois segundos para jogar, Viti arrancou pela direita e, feliz no desvio, ampliou para um 2-0 ingrato para a equipa de Joan Ignasí Edo.
Perante um pavilhão cheio e efusivo na aproximação do título, o Sporting não baixou os braços, e entrou bem na segunda parte, mas uma falta na área de Henrique Magalhães sobre João Rodrigues - com azul para o jogador leonino -, levou o atacante das águias para a marca de castigo máximo aos cinco minutos e meio.
Xano Edo até parou o remate, mas não deteve a recarga, com a bola a passar sobre o guarda-redes com um pormenor de classe de João.
Em desvantagem por 3-0, o Sporting teve de defender em inferioridade. Resistiu, mas claramente acusava o resultado. E viu a missão ainda mais complicada quando Diogo Barata viu azul por agarrar Roberto Di Benedetto quando o jogador das águias fugia. Uma decisão talvez exagerada (mas confirmada no Sistema de Revisão Vídeo), com Edo a ver o segundo amarelo no banco por protestos e correspondente vermelho.
O Benfica não marcou no powerplay, sendo que já se notava alguma vontade de gerir a vantagem. A nove minutos do final, Viti via azul, mas o Sporting não encontrava ânimo - nem forma de bater Conti - para reduzir.
A cinco minutos do fim, Gonzalo Romero regressou do banco para aquele que seria o tento de honra, transformando de forma superior um livre directo. O Sporting encontrou algum alento, mas o passar dos minutos tirava-lhe confiança. Ainda tentou o cinco-para-quatro, mas em descrença, enquanto os adeptos do Benfica já embalavam a sua equipa até ao apito final e à celebração do título.
Final (à melhor de cinco)
• Benfica 3-2 Sporting • 13.Jun
• Sporting 2-5 Benfica • 17.Jun
• Benfica 3-1 Sporting • 20.Jun
Sábado, 20 de Junho de 2026, 23h44
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