«É injusto as observações que nos fazem por perdermos dois jogos»

Escolhido para representar os jogadores campeões nacionais, Zé Miranda destacou todo o percurso da equipa, manchado por duas derrotas, que, no entanto, nunca fizeram a equipa duvidar. 'Foi o nosso combustível para nos unirmos e lutarmos como uns verdadeiros guerreiros', garantiu.

«É injusto as observações que nos fazem por perdermos dois jogos»

O Benfica conquistou este sábado o seu 25º título nacional. O primeiro de Zé Miranda.

"É uma realização, estou muito feliz", garantiu o internacional português de 22 anos que junta o campeonato nacional a três Elite Cup, ganhas consecutivamente nas últimas três temporadas, e à Supertaça conquistada em 2023. Perseguirá na próxima temporada, entre cinco troféus que o Benfica disputará, as inéditas conquistas da Taça de Portugal e Champions League.

Deixando na pista a irreverência de quem uma vez dedicou um golo ao "proscrito" Carlos Nicolia ou que "embainhou" o stick no segundo jogo desta final por Diogo Rafael, Zé Miranda justificou com o mesmo carácter a presença na sala de imprensa, em representação - e defesa - do grupo de trabalho apesar da sua juventude.

"No Benfica joga-se para ganhar, queremos sempre ganhar. Mostrámos mais uma vez que éramos e fomos a melhor equipa do campeonato", declarou. "Estou muito feliz pelo título, mas ainda mais pelo grupo que temos e pela forma como ganhámos, invictos", vincou.

Zé Miranda recusou avaliar a sua temporada. "Não gosto de me auto-avaliar. Foi uma época positiva, mas só foi porque ganhámos", frisou.

O internacional português, que começou a época a ganhar o Campeonato da Europa, foi a figura maior da equipa na primeira metade da temporada, somando golos como nunca.

Terminou a temporada com 22 tentos na fase regular e 10 na Champions League, apenas aquém de João Rodrigues em ambas as provas. E juntou mais oito tentos no play-off, sendo o mais profícuo das águias e ficando apenas atrás do registo de Danilo Rampulla.

A temporada ficou marcada pela negativa pelo afastamento nas meias-finais da Taça de Portugal e da Champions League, quando "as coisas não correram bem". "É injusto essa observação, porque nós perdemos dois jogos ao longo da época", remetendo para essas duas derrotas em 54 partidas oficiais, ainda que reconhecendo que custariam dois títulos.

"Unimos o grupo dentro do balneário, aquilo que se falava fora não entrava aqui para dentro. Se podíamos estar com um sabor amargo ainda do ano passado e das coisas estarem a voltar a passar, acho que isso foi o nosso combustível para nos unirmos e lutarmos como uns verdadeiros guerreiros como fomos durante todo o campeonato. É injusto as observações que nos fazem por perdermos dois jogos - que nos custaram dois títulos -, mas as pessoas também não se podem esquecer de tudo aquilo que fizemos para trás", afirmou.

Neste play-off, a equipa disputou oito finais. "Cada jogo tem a sua história e nós entrámos para este jogo a pensar que era mais um jogo, mais uma final. Entrámos em todos os jogos do play-off, a pensar que era uma final. E, final a final, fomos construindo esta vitória", explicou, recordando o trajecto.

"2-0, 3-0 e 3-0. Isso fala da nossa qualidade", destacou, realçando as vitórias fora, em Barcelos e no João Rocha. Nesta derradeira partida, em casa, com o apoio do público, acabaria por ser mais fácil...

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